Córrego d'Antas

Site da Associação de Moradores do bairro Córrego d'Antas – NOVA FRIBURGO – RJ


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Encontro para a Construção do Plano de Convivência com as Chuvas Fortes

A Rede de Gestão de Riscos de Córrego Dantas (REGER Córrego Dantas) é uma iniciativa de diversas instituições (universidades, escolas, ongs, poder público e comunidades) que está promovendo discussões sobre  a gestão de riscos na bacia do Córrego Dantas, em Nova Friburgo, que inclui as comunidadesde Córrego Dantas, Cardinot, São Geraldo, Floresta dos Mendes, Granja Spinelli, Solares e Jardim Califórnia.

O objetivo dessa Rede é possibilitar uma integração de ações que permita a convivência da população local com as chuvas extremas que ocorrem na região, reduzindo os riscos para moradores, comerciantes e instituições.

Convite Seminário 13 e 14 de Novembro (1)

Confira a programação abaixo:

SEXTA-FEIRA, 13 DE NOVEMBRO

  • Abertura:

19 às 19:20h– Objetivos do encontro e informes gerais sobre programação – Leonardo Freitas (Geoheco/UFRJ) e Sandro Schottz (AMBCD)

  • Acompanhamento musical

19:20 às 19:30 – Vídeo Experiência Limite

 

  • Devolutiva do Plano Diretor

19:30 às 20:00h – Pedro Higgins e Flávia Monteiro – Secretaria de Meio Ambiente de Nova Friburgo – Devolutiva do Plano Diretor para as comunidades da bacia do Córrego Dantas (a confirmar)

  • Situação Atual de Defesa Civil

20:00 às 20:30h–Robson Teixeira – Defesa Civil de Nova Friburgo – Realidade local no que concerne aos elementos de Defesa Civil inerentes ao Plano de Contingência (a confirmar).

  • Visão das Comunidades sobre a situação durante e logo após o evento de 2011:

20:30 às 21:00h – Representantes das Comunidades de Córrego Dantas, Cardinot, São Geraldo, Floresta dos Mendes, Granja Spinelli, Solares e Jardim Califórnia – Dificuldades durante e após o evento de 2011

 

SÁBADO, 14 DE NOVEMBRO

  • Visão das Comunidades sobre a situação desde o evento de 2011:

09:00 às 9:30h– Representantes das Comunidades de Córrego Dantas, Cardinot, São Geraldo, Floresta dos Mendes, Granja Spinelli, Solares e Jardim Califórnia – Dificuldades durante e logo após o evento de 2011- O que ocorreu desde o evento de 2011

  • Ações práticas pós evento de 2011:

9:30 às 10:00 – Isaura ou Luís – Rede de Cuidados – Falar sobre as ações realizadas pós desastre (a confirmar)

  • O Plano de Contingência:

10:00 às 10:30h -Carlos Machado (Fiocruz) – O que é um Plano de Contingência

10:30 às 11:00h – Marcelo Bodart (CBMERJ e INEA) – Proposta de Plano de Contingência de Nova Friburgo

  • Grupos de Trabalho:

11:00 às 13h – Grupos de Trabalho Temáticos – Construção de Matriz de Responsabilidades Institucionais

  • Grupos de trabalhos separados por temas como Sistema de alarme e alerta, sistema de comunicação com órgãos oficiais, sistemas de comunicação comunitários, etc. (a serem definidos ao final do primeiro dia de seminário, pela organização do evento)
  • Almoço:

13:00 às 14:00 h – Almoço oferecido no local do encontro

  • Atração Cultural:

14:00 às 14:15h – Silvio Poeta – Recital de poesias (a confirmar)

  • Grupos de Trabalho:

14:15 às 15:30h – Grupos de Trabalho Temáticos  – Construção de Matriz de Responsabilidades Institucionais

 

  • Plenária:

15:30 às 16:30h –Apresentação dos resultados dos grupos de trabalhos

16:30 às 17:00h – Agenda de Curto Prazo, incluindo próximos passos e discussão do Parque Fluvial para apresentar proposta solicitada pelo INEA

Paralelamente, estará ocorrendo uma oficina de construção de vídeo sobre os desastres na bacia do Córrego Dantas, com alunos do Colégio Estadual ElelvinaSchottz, situado na bacia, e alunos do Núcleo de Produção Audiovisual em Geografia (NEPAG) do Colégio Pedro II. Este evento paralelo, também realizado pela REGER-CD, possibilitará aos alunos compreender melhor o que é esta Rede e incorporar esse conhecimento na construção do vídeo.


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Descaso pela vida e pelos direitos

Uma reflexão feita a partir da tragédia ocorrida em 2011 e das consequências acometidas às vítimas que se alastram até hoje foi exposta em um seminário denominado “Desnaturalização dos desastres e mobilização comunitária: novo regime de produção do saber”, ocorrido em 15 e 16/10, na Fio Cruz, com o objetivo de articular o saber acadêmico e científico com a sabedoria popular e com a mobilização em defesa a vida e do direito das pessoas e do meio ambiente. Na ocasião, os participantes tiveram a chance de denunciar os problemas que vêm enfrentando desde então. As próximas etapas acontecerão, por meio de oficinas, nos municípios da Região Serrana que sofreram com o desastre climático, como forma de conceder vez e voz à população de cada localidade e de reforçar as bases do MONADES: reconstruir as condições de vida das pessoas a partir de políticas públicas de prevenção de desastres para que os cidadãos e cidadãs vivam com segurança e dignidade.

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No link a seguir, você encontra a cartilha elaborada por Afetados e Afetadas por desastres socioambientais, à qual vale a pena dedicar um tempo para ler e refletir: http://goo.gl/Cn2eUX.


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CONVITE: Audiência Pública Final da Revisão do Plano Diretor

Sr. Morador

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano Sustentável convida a todos para participar da Audiência Pública Final da Revisão do Plano Diretor, no período de 06 a 09 de outubro, das 09h às 18h, no CDL – Rua Fernando Bizzotto, 39, Centro.

No mesmo local, haverá as reuniões comunitárias devolutivas.

Segue a programação para apreciação e divulgação.

Equipe da Revisão do Plano Diretor


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SEMINÁRIO INTERNACIONAL DESNATURALIZAÇÃO DOS DESASTRES E MOBILIZAÇÃO COMUNITÁRIA: novo regime de produção do saber

O Seminário é resultado de um conjunto de reflexões e ações que vêm sendo realizadas compartilhadamente entre academia, organizações e movimentos comunitários que identificam a necessidade de aprofundar com a sociedade a discussão em torno do entendimento mais geral do que é um desastre. O desastre na maioria das vezes é visto como uma fatalidade natural, consequência de um evento extremo.

Desnaturalizar o desastre é uma necessidade para reconstrução e recuperação das cidades serranas, a partir de janeiro de 2011, compreendendo-o como um processo de nexo sócio-histórico que foi exposto a partir dos acontecimentos ambientais de chuvas, alagamentos e deslizamentos. Para tanto foram convidados especialistas e pesquisadores, que trabalham nessa direção e que demonstram que a vulnerabilidade socioambiental se ancora desde a descoberta das Américas em processos de assimetria e desqualificação de saberes que não são comuns à população. A combinação entre poder e saber facilita o não-reconhecimento das necessidades dos cidadãos e portanto, a não resolução dessas necessidades de existência e vida.

Desnaturalizar os desastres e fortalecer os movimentos comunitários passam a ser uma condição essencial para que novos regimes de produção do saber possam emergir. Dessa forma, o protagonismo dos cidadãos se coloca numa relação dialógica com conhecimentos técnico-científicos, submetendo a gestão das cidades às necessidades de seus moradores, principalmente em situações de eventos extremos.

As temáticas do seminário são trabalhadas para que assim esses temas sejam compartilhados com a sociedade em geral e que haja o reconhecimento de que os desastres não terminam imediatamente ao final da situação extrema e que, por seus nexos sócio-históricos, continuam por muitos anos, como é o caso das cidades serranas fluminenses.

Para tanto, o seminário inicia-se com discussões mais amplas de formações sócio-históricas e ambientais. Em seguida, a partir desta ótica, o próprio tema dos desastres é tratado considerando suas implicações globais e territoriais. Posteriormente, as discussões chegam ao nível das instituições que lidam diretamente com a população e como a população está organizada neste exato momento.

Na perspectiva de valorizar diversas formas de saberes e expressões serão realizadas exposições dos trabalhos comuns nestas cidades em filmes, fotografias e trabalhos artístico-culturais, culminando com um ato público. Esse ato tem como objetivo lembrar mortos e desaparecidos e destacar que as necessidades dos afetados e a recuperação dessas cidades ainda não aconteceram. O desastre não acabou, em suas diversas dimensões, material, cultural e simbólica.

Dois encontros especiais acontecerão durante o Seminário: o dos representantes da Rede Monades (Movimento Nacional dos Afetados por Desastres) e da Rede Nacional de Pesquisadores em Desastres. Esses dois encontros apontam para um dos objetivos do Seminário que é promover o fortalecimento da relação dialógica entre profissionais, pesquisadores, comunidades e instituições na busca da criação de novos regimes de produção de saberes que consolidem a cidadania ativa.


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FRIBURGO, TERESÓPOLIS E PETRÓPOLIS REALIZAM O SEGUNDO SEMINÁRIO DA REGIÃO SERRANA

No último sábado, dia 21, aconteceu o seminário “Direito à Moradia: Mobilização e Organização Popular na Serra Fluminense”. Este foi o segundo seminário realizado na região, que tem como objetivo fomentar o movimento serrano fluminense dos afetados por tragédias socioambientais, além de fortalecer as lideranças locais, dando visibilidade às questões que envolvem a tragédia socioambiental ocorrida em janeiro de 2011, como: a luta por moradia digna; a realização de obras que garantam a segurança das moradias em áreas ditas de risco, sem que as moradoras e moradores necessitem serem removidos de sua comunidade; discussão sobre a Lei de Proteção e Defesa Civil; estratégias de mobilização popular; etc.

O encontro ocorreu em Teresópolis, no salão da igreja católica da paróquia da Granja Florestal, bairro fortemente afetado pela grande tragédia, e contou com a presença de cerca de 70 pessoas, lideranças e moradores de diversas comunidades afetadas por tragédias socioambientais de Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis, representantes de instituições de luta pelos direitos sociais, pesquisadores de universidades e representantes religiosos.

A mística de início do encontro deu o tom colorido e diversificado que permeou todo o dia e integrou todo o grupo em torno de bons sentimentos e valores humanos trazidos por cada um dos presentes.

Os participantes assistiram a uma explanação sobre a Lei Nacional de Proteção e Defesa Civil e depois puderam discutir, em grupo, alguns tópicos referentes à lei. Dentre os questionamento sobre esta lei, que afeta diretamente a vida das pessoas, se destaca o fato da não participação popular em sua elaboração, “como deveria se pensar uma lei de proteção humana à partir dos territórios, bairros, municípios, e regiões?”

Membro da plenária manifestando opinião frente as exposições sobre a Lei de Proteção e Defesa Civil.

Membro da plenária manifestando opinião frente as exposições sobre a Lei de Proteção e Defesa Civil.

Em seguida, representantes da Pastoral das Favelas deram importante contribuição expondo o histórico de luta no Rio de Janeiro e apontando itens e caminhos estratégicos para a organização e luta das comunidades. Destacando a fundamental importância da organização dos moradores nas associações de bairros, o conhecimento das leis de garantia dos direitos sociais e de cidadania, assim como, o conhecimento dos caminhos jurídicos a serem tomados.

A advogada da Pastoral da Favela realizando sua palestra para os participantes do seminário.

A advogada da Pastoral da Favela realizando sua palestra para os participantes do seminário.

Membros das associações de moradores dos bairros de Córrego d´Antas e Três Irmãos, de Nova Friburgo, também compartilharam suas experiências construídas através da luta organizada pela reconstrução de suas comunidades. Expuseram importantes conquistas e os desafios com que ainda convivem, fortalecendo a ideia da necessidade de mobilização e organização dos moradores, sem a qual não teriam havido as conquistas frente ao poder público. A organização em outros níveis, para além dos bairros, também foi colocada como uma necessidade para o fortalecimento das ações locais e intervenção nas políticas públicas para a construção dos direitos dos afetados por desastres, como a articulação e organização popular nos municípios, na região serrana através da Rede Serrana, e nacional através do Movimento Nacional dos Afetados Por Desastres Socioambientais – MONADES.

Presidente da Associação de Moradores dos Três Irmãos - NF, falando aos participantes do seminário.

Presidente da Associação de Moradores dos Três Irmãos – NF, falando aos participantes do seminário.

Em seguida, os participantes, divididos em grupos, debateram o futuro do movimento na região e elaboraram propostas para a área da comunicação e divulgação, articulação e mobilização popular, estratégias para intervenção jurídica visando a garantia dos direitos sociais, entre outras.

Discutiu-se também, a participação dos municípios no ” Seminário Internacional Desnaturalização dos Desastres e Mobilização Comunitária: novo regime de produção de saber”, que será realizado nos dias 15 e 16 de outubro, no Museu da Vida, na Fiocruz. Neste seminário, além dos debates promovidos à partir de mesas compostas por estudiosos e representantes de movimentos sociais, será apresentada uma exposição sobre a tragédia da Região Serrana e também acontecerá um ato em memória às vítimas mortas na tragédia e pela dignidade dos afetados que permanecem na luta por seus direitos. Neste seminário também ocorrerá a reunião nacional do MONADES quando, aos afetados da Região Serrana, se juntarão afetados de outras regiões do país para discutirem os rumos do movimento.

Cartazes com as propostas da plenária.

Cartazes com as propostas da plenária.

O segundo seminário da Região Serrana foi um encontro de rico conteúdo e um momento de se deixar aflorarem, entre os participantes, sublimes emoções e sentimentos de solidariedade, fraternidade, esperança e amor, sobretudo expresso pela hospitalidade da comunidade da Granja Florestal que a todos acolheu com trabalho e carinho.

Membros da paróquia da Granja Florestal preparando a alimentação do seminário.

            Membros da paróquia da Granja Florestal preparando a alimentação do seminário.

Instituições representadas no seminário:

Associação de Moradores do Bairro do Caleme – Teresópolis

Associação de Moradores do Bairro de Córrego d´Antas – Nova Friburgo

Associação de Moradores do Loteamento Três Irmãos – Nova Friburgo

Associação de Moradores do Bairro do São Geraldo – Nova Friburgo

Associação de Moradores do Bairro do Jardinlândia/Tauru – Nova Friburgo

Associação de Moradores do Bairro do Terra Nova – Nova Friburgo

Presença Samaritana

AVIT – Associação das Vítimas da Tragédia de Teresópolis

INCID/IBASE – Indicadores de Cidadania do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas

CDDH – Centro de Defesa dos Direitos Humanos de Petrópolis

Pastoral das Favelas

CRB – Conferência dos Religiosos do Brasil no Estado do Rio de Janeiro

Movimento dos Moradores de Rua

Associação dos Catadores

UFF – Universidade Federal Fluminense

Fiocruz – Fundação Oswaldo Cruz

Além de moradores de diversas comunidades afetadas como: Feos, Granja Florestal e Vargem Grande.

O apoio financeiro foi da Fundação Sócio Ambiental CASA – Caixa Econômica Federal.

Sandro Schottz – pela AMBCD


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Seminário: Direito à moradia – Mobilização e organização popular na Serra

Desde 2011, a população da Região Serrana do Estado do Rio de Janeiro vem sofrendo com as consequências da maior tragédia socioambiental já registrada na história do país.

A partir do ápice da tragédia, em janeiro de 2011 surgem, em diversas cidades que compõem esta região do Estado, movimentos que lutam pela reconstrução de suas localidades e moradias dignas.

A articulação entre estes movimentos sociais de base municipal surge como uma necessidade para integrar e fortalecer a Região Serrana em torno da luta pela moradia e convivência com o meio. Nesse contexto, diversas organizações sociais realizam o segundo seminário da Região Serrana que irá reunir representantes de movimentos sociais dos três principais municípios – Nova Friburgo, Petrópolis e Teresópolis -, com o propósito de fortalecer a rede regional de afetados e moradores em áreas de risco para pensar coletivamente alternativas de adaptação e resiliência, além de uma agenda conjunta de atuação e resistência nos territórios. Um encontro de intercâmbio e troca de experiências entre as lideranças comunitárias e pessoas envolvidas com a luta por moradia digna nestas cidades. Participe!

Cartaz Convite


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Prefeitura divulga listagem com contemplados às unidades habitacionais

A Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Trabalho da Prefeitura de Nova Friburgo divulgou uma listagem com o nome de beneficiários do Aluguel Social que foram contemplados a receber as unidades habitacionais. Esses contemplados, que estão com a documentação incompleta, devem comparecer no CRAS Centro, localizado na Rua Mac Niven, n° 4, em horário comercial, para regularização documental. Essa regularização deve ser feita até o dia 21 de agosto. Somente os nomes divulgados na listagem relacionada abaixo devem comparecer:

> Alverina Pereira da Silva
> Antonio Neves Mineiro
> Ariana Rocha Azevedo
> Belba Regina de Araújo Correa
> Carolina Vieira de Freitas Barcellos
> Claudia Cordovil Buarque de Macedo
> Claudia da Silva Lourenço
> Cristiane Gomes da Silva
> Cristiano josé Vidal de Abreu
> Daltão Carlos Quimas
> Daniel da Silva Dias
> Daniel Silva de Souza
> Danielle Bastos Freire Gomes
> Elço Alves
> Elizabeth da Silva Pinto
> Gilson de Oliveira Risso
> Heloina Correa Gomes
> Janete Sardou Cardinot
> Janete Sardou Cardinot
> Janice Verly da Silva
> Jean Carlosw Oliveira Martins
> Jilmar Cabral
> Joana D’arc Aparecida Duarte
> Joas Constâncio de Faria
> Joílson Moura Rodrigues
> Jorge Luiz Baptista
> José Carlos dos Santos
> José Dionísio Knupp
> José Renato Ouverney Hegdorne
> José Ricardo Ferreira de Souza
> Josias Ribeiro de Azevedo
> Katia Cordovil Buarque de Macedo
> Leirce martins Correa
> Lienes Ribeiro Zózimo
> Lucélia Monnerat Ferreira
> Lucilane Ladeira Sobrinho Santos
> Lucileia Leal da Rocha
> Magaly da Silva de Carvalho
> Marcelo Moura
> Maria Cristina Cardinot de Carvalho
> Maria das Dores dos Santos Silva Chavão
> Maria Iolanda de Abreu
> Maria Lucia Correa Gomes
> Maria Renilda Machado Milhorance
> Marlene de Souza Cruzatis
> Miltair da Silva
> Nelson Ricardo Caruso Correa
> Nilcéia de Fátima da Rosa
> Patricia Abreu
> Paulino Affonso
> Paulino Affonso Filho
> Paulo Roberto da Silva Pereira
> Pergentina Maria dos Santos
> Reginaldo de Melo Mahhard
> Renato Jandre
> Renilda Gomes de Oliveira
> Romildo Sebastião Santos
> Rosa Ferraz Rima
> Rosilene de Arruda Freiman Moraes
> Rosymara da Silva Sacramento
> Selma Justina Kler Faria
> Silvani Silveira Marotti Polo
> Silvia Fagundes Pereira
> Solange da Silva Castro
> Sonia Marina Silvestre
> Soraia Maduro Rimes de Almeida
> Suzete Ferreira de Carvalho
> Tania lucia Mello
> Tatiana Rubio de Ornellas Moraes
> Valdete Ximenes de Jesus


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Apelo público pela educação de nossos filhos

Desde janeiro de 2011, quando Nova Friburgo foi fortemente afetada pelo desastre climático, o bairro de Córrego d’Antas ficou sem adequadas instalações para suas escolas e sua creche. É surpreendente que, até hoje, nossa comunidade não obteve uma solução definitiva para o problema. Sem sucesso pleno em suas reivindicações junto ao poder público sobre a questão, a comunidade e sua associação de moradores precisam ainda insistir em suas demandas por não se verem devidamente assistidas – apesar de sua postura sempre colaborativa nas interações com a Prefeitura Municipal.

Com o objetivo de levar ao conhecimento público, uma vez mais, o apelo pela educação de nossos filhos, o texto a seguir detalha os descompassos de que padecemos na educação municipal e o tratamento ainda insatisfatório recebido por nosso bairro nessa área.

Em janeiro de 2011, o prédio que abrigava a creche Municipal Maria Inês Bachini e a Escola Municipal Adezir de Almeida Garcia foi interditado através de laudo da Defesa Civil que condenava a área local. A creche teve suas atividades paralisadas, e a Escola Adezir foi transferida para as dependências do Colégio Estadual Eduardo Breder, em Campo do Coelho. A paralisação da creche gerou inúmeros problemas à comunidade, principalmente para as mães que necessitavam trabalhar e não tinham com quem deixar seus filhos. A transferência da Adezir também causou muitos problemas à comunidade escolar, devido, entre tantas questões, a problemas com o transporte dos alunos, principalmente.

Diante dessas questões, a Associação de Moradores do Bairro de Córrego d´Antas (AMBCD) passou a promover, frente à Secretaria Municipal de Educação (SME), ações para o restabelecimento da Creche Maria Inês e retorno da Escola Adezir ao núcleo do bairro. Após a AMBCD conseguir os espaços para locação provisória, as unidades de ensino retomaram suas atividades no núcleo do bairro.

O trabalho firme da AMBCD continuou, pois, a partir de então, era preciso lutar para a compra ou construção do prédio adequado para abrigar digna e definitivamente as unidades de ensino do bairro. Diante da informação da PMNF de que havia verba para a construção da escola, necessitando que a AMBCD indicasse um prédio para compra ou local seguro para a construção, partimos em busca dessas informações. Após levantamento desses dados e o encaminhamento à SME, tivemos a informação de que os prédios e terrenos tiveram avaliação negativa, sendo que, para um dos que havia laudo de risco emitido pelo DRM, conseguimos um contralaudo da UFRJ, garantindo a segurança da área.

O trabalho da AMBCD persistiu e, em 2013, após seguidas reuniões com a SME e outros órgãos municipais, foi instituído, através de portaria municipal, o Comitê Córrego d´Antas para Educação, composto por representantes de diversos órgãos, entre eles a AMBCD, SME, FUNDEB, CME, etc., para trabalharmos juntos em prol da resolução dos problemas das unidades escolares do bairro. A Comissão, que vinha avançando em sua tarefa, deixou de ser convocada a partir da atual gestão da Secretaria Municipal de Educação.

Em 2014, o bairro recebeu a visita da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da ALERJ que, na figura de seu presidente, o Deputado Estadual Marcelo Freixo, tomou conhecimento da situação em que se encontram os alunos da creche e se encontravam os da escola, que eram mantidos, há 3 anos, em um espaço provisório, insalubre, inseguro e inadequado à prática pedagógica.

O Deputado cobrou atitude do poder público municipal e encaminhou a questão à audiência pública e posterior publicação no relatório divulgado pela Comissão de Direitos Humanos da ALERJ.

No final do ano de 2014, após reunião com o prefeito Rogério Cabral, a AMBCD teve novamente solicitado um levantamento de prédios e terrenos com potencial para abrigar a escola e creche. O Grupo Gestor da AMBCD, junto com o Conselho Escolar das unidades de ensino, voltou às ruas do bairro e preparou novo material detalhado, indicando inúmeros imóveis, o qual foi apresentado à SME. Posteriormente, membros da SME, Grupo Gestor da AMBCD e Conselho Escolar foram visitar os locais indicados.

Reunião da AMBCD com o prefeito, para falar, dentre outros assuntos, sobre as questões que evolvem a educação no bairro.

No início do ano corrente, a AMBCD foi chamada à Secretaria Municipal de Educação, onde a Secretária informou que a Escola Adezir seria removida para as dependências do imóvel conhecido como Adventista, em Venda das Pedras, e que a creche permaneceria no mesmo local provisório, pois a faixa etária daquelas crianças não permite serem transportadas pela SME. Foi dito ainda que estava em trâmite o processo de desapropriação do terreno ao lado do motel Happy And, onde deverá ser construído o prédio que irá abrigar a escola e a creche, cujo projeto, segundo o prefeito municipal, deverá ser elaborado com a participação da comunidade.

A AMBCD encaminhou as informações aos Conselhos Escolares em reunião com a comunidade escolar, que decidiram sobre a aceitação desta proposta da SME.

Desde então, a AMBCD vem tentando permanentemente acompanhar as ações em curso referentes à desapropriação e construção das novas unidades escolares no bairro. No último contato com o Prefeito, em maio deste ano, fomos informados de que estava sendo contratada uma firma para avaliação do terreno.

Diante das dificuldades de se obter informações, o Grupo Gestor da AMBCD irá continuar lutando para tentar acompanhar o processo de desapropriação do terreno e a construção das unidades escolares do bairro, junto à Secretaria Municipal de Educação, pois é a forma de garantirmos que, de fato, a comunidade seja atendida no direito de ter creche e escola adequadas, inseridas no núcleo do nosso bairro.


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Presidente da AMBCD participa de encontro de movimentos sociais na Bolívia

Nos dias 7, 8 e 9 de julho, o presidente da AMBCD, Sandro Schottz, esteve presente no Encontro Mundial dos Movimentos Populares, em Santa Cruz de La Sierra, compondo a delegação do Brasil. A ocasião contou com a presença de representantes de mais de 40 países, do Papa Francisco e o Presidente da República Plurinacional da Bolívia, Evo Morales. Sandro nos contou um pouquinho sobre a experiência. Confira:

Sandro Schottz, Ivo Poletto do Fórum de Mudanças Climáticas e Justiça Social, Don Guilherme Werlang presidente da Comissão Episcopal para a Caridade, Justiça e Paz da CNBB na plenária do encontro

Era grande a variedade cultural e étnica, mas todos com um propósito comum: discutir questões referentes às lutas pelo direito à terra, teto e trabalho. Nos dias 7 e 8, ocorreu a exposição de inúmeras experiências e opiniões de lideranças de diversos movimentos, além das falas do cardeal católico ganês e presidente do Pontifício Conselho Justiça e Paz no Vaticano, Peter Turkson, e do presidente boliviano, Evo Morales. Na sequencia, foram constituídos grupos de trabalhos, divididos entre os três temas em discussão, para produzir o conteúdo que constou na Carta de Santa Cruz. No dia 9, tivemos a presença do Papa Francisco, uma semana após ter publicado a encíclica Laudato Si´, importante documento dirigido não só aos católicos, mas à toda a humanidade e que fala, de modo contundente, sobre a necessidade do cuidado que devemos ter com nossa casa comum, o Planeta Terra.

Neste encontro, o Papa Francisco, após ter recebido a Carta de Santa Cruz, impressionou e entusiasmou a todos, leigos, ateus e religiosos de diversas denominações, com seu discurso incisivo, questionando “a lógica do lucro a qualquer custo, sem pensar na exclusão social ou na destruição da natureza”, chamando o capitalismo de “ditadura sutil” e conclamando os movimentos sociais a realizarem três grandes tarefas: “colocar a economia a serviço dos povos”, “unir nossos povos no caminho da paz e da justiça” e defender “a mãe Terra”. O Papa Francisco, com a mansidão de sua fala e a força de suas palavras, consolida sua posição como uma das mais importantes lideranças mundiais dos povos periféricos e excluídos, propondo mudanças estruturais, uma revolução cultural e a conversão ecológica.

Para acessar ao texto em português do discurso do Papa Francisco, que entusiasmou a todas as lideranças dos movimentos presentes, independentemente de religiões e crenças, clique aqui.

Para acessar a Carta de Santa Cruz, documento produzido no encontro, clique aqui.

Para acessar a encíclica, clique aqui.

Para acessar a cobertura da TV TELESUR, clique aqui.


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Linha de ônibus do Córrego d´Antas

A linha de ônibus do Córrego d´Antas, adquirida depois de incansável luta de antigas diretorias AMBCD, passou a atuar de modo irregular desde a tragédia de janeiro de 2011. Primeiro, foi desfeita e, após atuação da Associação, comprovando, junto à empresa de transporte, que o bairro não havia acabado, como propagavam algumas pessoas pelo município afora. Após vistoria, a linha voltou a transitar pelo bairro, inicialmente entrando na fabrica de estofados San Marcus, passando pela ponte avariada e seguindo pela Rua Alexandre Bachini e entrando na Rua Luiz Schottz, na ponte próxima à oficina do Sérgio, pois a da Travessa Júlio Schottz havia sido destruída por dragas, logo após a tragédia.

Depois de um tempo, o ônibus mudou seu trajeto, passando a entrar na Rua Luiz Schottz, próxima à Transportadora Frilog, deixando de passar pela Alexandre Bachini, o que passou a causar transtornos aos moradores da Rua João Luiz Fernandes, que tinham de caminhar um trecho a pé, passando por uma ponte improvisada e precária.

O trabalho para regularizar a situação do transporte público no bairro não cessou, e a AMBCD passou a reivindicar que houvesse um micro-ônibus para subir pela Rua João Luiz Fernandes, a fim de atender a um grande número de moradores, além de solicitar que o ônibus estendesse seu itinerário até próximo à casa de Dona Dilma e retornasse pela ponte da oficina do Sérgio. Essas reivindicações constavam entre tantas outras, principalmente àquelas relacionadas à frequência dos horários.

Para surpresa de todos os moradores, no decorrer deste ano, tivemos a linha do Córrego d´Antas paralisada, e a Associação também recebeu um ofício do Ministério Público que continha, em anexo, um relatório da FAOL declarando que não havia a possibilidade de atender a Rua Alexandre Bachini porque a ponte não dava acesso a ônibus. A AMBCD, então, informou sobre a situação precária em que encontra o transporte público no bairro, apontando também que, desde de setembro de 2014, havia sido construída a nova ponte da Travessa Júlio Schottz e que o ônibus poderia atender aos moradores do outro lado da margem do rio, entrando pela ponte próxima à oficina do Sérgio e retornando pela ponte da Travessa Júlio Schottz.

No dia de hoje, em conversa com o funcionário da FAOL, Sr Armando, a AMBCD foi informada de que a linha de ônibus do bairro será reativada a partir do dia 03/08, passando então pelo itinerário reivindicado pela comunidade.

Foi solicitado que esta informação seja entregue, em forma de documento, à Associação, juntamente com o relatório sobre a ponte da localidade do Poletti. De posse deste relatório, a Associação irá iniciar um trabalho junto à PMNF para criar condições de acesso a ônibus e caminhões por aquela ponte.


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Apelo público pela educação de nossos filhos

Desde janeiro de 2011, quando Nova Friburgo foi fortemente afetada pelo desastre climático, o bairro de Córrego d’Antas ficou sem adequadas instalações para suas escolas e sua creche. É surpreendente que, até hoje, nossa comunidade não tenha obtido uma solução definitiva para o problema. Sem sucesso pleno em suas reivindicações junto ao poder público sobre a questão, a comunidade e sua associação de moradores precisam ainda insistir em suas demandas por não se verem devidamente assistidas – apesar de sua postura sempre colaborativa nas interações com a Prefeitura Municipal.

Com o objetivo de levar ao conhecimento público, uma vez mais, o apelo pela educação de nossos filhos, o texto a seguir detalha os descompassos de que padecemos na educação municipal e o tratamento ainda insatisfatório recebido por nosso bairro nessa área.

Em janeiro de 2011, o prédio que abrigava a creche Municipal Maria Inês Bachini e a Escola Municipal Adezir de Almeida Garcia foi interditado através de laudo da Defesa Civil que condenava a área local. A creche teve suas atividades paralisadas, e a Escola Adezir foi transferida para as dependências do Colégio Estadual Eduardo Breder, em Campo do Coelho. A paralisação da creche gerou inúmeros problemas à comunidade, principalmente para as mães que necessitavam trabalhar e não tinham com quem deixar seus filhos. A transferência da Adezir também causou muitos problemas à comunidade escolar, devido, entre tantas questões, a problemas com o transporte dos alunos, principalmente.

Diante dessas questões, a Associação de Moradores do Bairro de Córrego d´Antas (AMBCD) passou a promover, frente à Secretaria Municipal de Educação (SME), ações para o restabelecimento da Creche Maria Inês e retorno da Escola Adezir ao núcleo do bairro. Após a AMBCD conseguir os espaços para locação provisória, as unidades de ensino retomaram suas atividades no núcleo do bairro.

O trabalho firme da AMBCD continuou, pois, a partir de então, era preciso lutar para a compra ou construção do prédio adequado para abrigar digna e definitivamente as unidades de ensino do bairro. Diante da informação da PMNF de que havia verba para a construção da escola, necessitando que a AMBCD indicasse um prédio para compra ou local seguro para a construção, partimos em busca dessas informações. Após levantamento desses dados e o encaminhamento à SME, tivemos a informação de que os prédios e terrenos tiveram avaliação negativa, sendo que, para um dos que havia laudo de risco emitido pelo DRM, conseguimos um contralaudo da UFRJ, garantindo a segurança da área.

O trabalho da AMBCD persistiu e, em 2013, após seguidas reuniões com a SME e outros órgãos municipais, foi instituído, através de portaria municipal, o Comitê Córrego d´Antas para Educação, composto por representantes de diversos órgãos, entre eles a AMBCD, SME, FUNDEB, CME, etc., para trabalharmos juntos em prol da resolução dos problemas das unidades escolares do bairro. A Comissão, que vinha avançando em sua tarefa, deixou de ser convocada a partir da atual gestão da Secretaria Municipal de Educação.

Em 2014, o bairro recebeu a visita da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da ALERJ que, na figura de seu presidente, o Deputado Estadual Marcelo Freixo, tomou conhecimento da situação em que se encontram os alunos da creche e se encontravam os da escola, que eram mantidos, há 3 anos, em um espaço provisório, insalubre, inseguro e inadequado à prática pedagógica.

O Deputado cobrou atitude do poder público municipal e encaminhou a questão à audiência pública e posterior publicação no relatório divulgado pela Comissão de Direitos Humanos da ALERJ.

No final do ano de 2014, após reunião com o prefeito Rogério Cabral, a AMBCD teve novamente solicitado um levantamento de prédios e terrenos com potencial para abrigar a escola e creche. O Grupo Gestor da AMBCD, junto com o Conselho Escolar das unidades de ensino, voltou às ruas do bairro e preparou novo material detalhado, indicando inúmeros imóveis, o qual foi apresentado à SME. Posteriormente, membros da SME, Grupo Gestor da AMBCD e Conselho Escolar foram visitar os locais indicados.

Reunião da AMBCD com o prefeito, para falar, dentre outros assuntos, sobre as questões que evolvem a educação no bairro.

No início do ano corrente, a AMBCD foi chamada à Secretaria Municipal de Educação, onde a Secretária informou que a Escola Adezir seria removida para as dependências do imóvel conhecido como Adventista, em Venda das Pedras, e que a creche permaneceria no mesmo local provisório, pois a faixa etária daquelas crianças não permite serem transportadas pela SME. Foi dito ainda que estava em trâmite o processo de desapropriação do terreno ao lado do motel Happy And, onde deverá ser construído o prédio que irá abrigar a escola e a creche, cujo projeto, segundo o prefeito municipal, deverá ser elaborado com a participação da comunidade.

A AMBCD encaminhou as informações aos Conselhos Escolares em reunião com a comunidade escolar, que decidiram sobre a aceitação desta proposta da SME.

Desde então, a AMBCD vem tentando permanentemente acompanhar as ações em curso referentes à desapropriação e construção das novas unidades escolares no bairro. No último contato com o Prefeito, em maio deste ano, fomos informados de que estava sendo contratada uma firma para avaliação do terreno.

Diante das dificuldades de se obter informações, o Grupo Gestor da AMBCD irá continuar lutando para tentar acompanhar o processo de desapropriação do terreno e a construção das unidades escolares do bairro, junto à Secretaria Municipal de Educação, pois é a forma de garantirmos que, de fato, a comunidade seja atendida no direito de ter creche e escola adequadas, inseridas no núcleo do nosso bairro.


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Reconstrução ainda que tardia

A verdadeira história de um povo é construída por atitudes, ações e reações humanas e naturais que se tornam fatos. O homem se apropria destes fatos e os transformam em histórias contadas, matérias, lendas, artigos, discursos, etc. Cada versão reproduzida traz cores, formas, modos e aspectos diferentes, frutos da percepção individual somada à influência de desejos, fantasias, vaidades, sonhos, ideologias e interesses diversos. Então, cabe, a quem ouve ou lê, perceber a procedência e essência de cada informação.

A Associação de Moradores do bairro Córrego d´Antas busca promover uma política social para alcançar melhores condições de vida para sua comunidade e disseminar a importância da organização comunitária para o desenvolvimento integral da sociedade.

O que relatamos nos canais de mídia tem a pretensão de informar e promover a livre reflexão. Embora traga as cores do orgulho de cada conquista; o modo inquieto de quem quer crescer; o sabor ácido das necessárias críticas; o aspecto afável do reconhecimento e gratidão, sempre preza pelo caráter suprapartidário, estando acima também de interesses religiosos ou de classes sociais. Acima não em sentido hierárquico, mas, sim, que abarca, envolve e considera, uma vez que a AMCD, em tese, é constituída por todos os moradores do bairro, formada, entre outros membros, por militantes e lideranças políticas; fieis e líderes religiosos; ricos, pobres, empresários, trabalhadores, enfim, diversos estratos da sociedade.

A atual situação do Bairro de Córrego d’Antas

Finalmente, hoje, depois de um longo trabalho de mobilização da opinião pública, ações na justiça e inúmeros contatos e reuniões com membros dos poderes públicos, temos a sensação de que a reconstrução pós-tragédia começa a chegar ao Córrego d’Antas.

Desde o início do ano, estamos assistindo à grandiosa obra de contenção de encostas na parte alta do bairro, na montanha rochosa, onde funcionários da empresa Geomecânica estão fixando rochas, construindo anteparos de concreto e canais de drenagem até o rio. Uma obra gerida pela Secretaria de Estado de Obras (SEOBRAS).

Obra de contenção de encosta do Córrego d´Antas. Intervenção na parte alta do bairro. Fixação de rochas e construção de anteparos.

Obra de contenção de encosta do Córrego d´Antas. Intervenção na parte alta do bairro. Fixação de rochas e construção de anteparos.

Obra de contenção de encosta do Córrego d´Antas. Construção de galeria de águas pluviais colhidas na parte alta do bairro, desembocando no rio.

Obra de contenção de encosta do Córrego d´Antas. Construção de galeria de águas pluviais colhidas na parte alta do bairro, desembocando no rio.

No mês de outubro, assistimos também à reconstrução da principal ponte do bairro, destruída na tragédia e refeita em menos de vinte dias, também com gestão da SEOBRAS.

Início da construção da ponte da Travessa Julio Schottz sobre o Rio Córrego d´Antas. Uma das principais pontes do bairro, destruída na tragédia.

Início da construção da ponte da Travessa Julio Schottz sobre o Rio Córrego d´Antas. Uma das principais pontes do bairro, destruída na tragédia.

A ponte da Travessa Julio Schottz sobre o Rio Córrego d´Antas. Sua reconstrução era aguardada desde a tragédia de 2011. Finalmente pronta, construída no mês de outubro em menos de vinte dias.

A ponte da Travessa Julio Schottz sobre o Rio Córrego d´Antas. Sua reconstrução era aguardada desde a tragédia de 2011. Finalmente pronta, construída no mês de outubro em menos de vinte dias.

Estamos igualmente acompanhando o projeto da Prefeitura Municipal de Nova Friburgo, denominado “Operação Primavera”, em que o prefeito vem ao bairro acompanhado de secretários e funcionários das secretarias municipais de Obras, Serviços Públicos e Defesa Civil, munidos de ferramentas e maquinários para realizar muitos trabalhos.

No primeiro dia, entregamos ao prefeito uma lista de serviços demandados pela comunidade. Quase que diariamente, ele caminha pelas ruas do bairro onde, em diversos pontos, há grupo de trabalhadores construindo calçamentos; reformando corrimãos de ponte e escada; desentupindo bueiros; instalando manilhamento de galerias de águas pluviais; recolhendo entulhos e carcaças de automóveis; limpando vias e terrenos baldios…

Demanda de Serviços Públicos do bairro

O Prefeito Rogério Cabral caminha por diversas ruas do bairro, conferindo os trabalhos e ouvindo os moradores.

O Prefeito Rogério Cabral caminha por diversas ruas do bairro, conferindo os trabalhos e ouvindo os moradores.

Reforma do calçamento da Rua Luiz Schottz.

Reforma do calçamento da Rua Luiz Schottz.

Reforma do corrimão da ponte Próxima à Oficina do Sérgio.

Reforma do corrimão da ponte próxima à oficina do Sérgio.

Desentupimento de bueiros e Reforma de galeria de Águas pluviais na Rua Alexandre Bachini.

Desentupimento de bueiros e reforma de galeria de águas pluviais na Rua Alexandre Bachini.

Limpeza de vias. Avenida Antônio Mário de Azevedo, próximo ao restaurante Toca da Rapoza.

Limpeza de vias. Avenida Antônio Mário de Azevedo, próximo ao restaurante Toca da Rapoza.

Construção de galeria de drenagem na Rua João Luiz Fernandes, para posterior pavimentação.

Construção de galeria de drenagem na Rua João Luiz Fernandes, para posterior pavimentação.

Propomos e aguardamos, ao final desta Operação, uma avaliação, junto ao prefeito, dos trabalhos executados.

Devemos reconhecer que estas tarefas sejam o cumprimento da obrigação que cabe ao poder executivo do Estado e Município, as quais chegaram de forma demasiadamente tardia. Mas não nos furtamos em manifestar GRATIDÃO aos atuais mandatários por finalmente estarem realizando as tão esperadas obras.

Estendemos nosso reconhecimento àqueles que, de alguma maneira, intervieram junto aos gestores do poder executivo a fim de chamar atenção para as carências de nosso bairro: vereadores, pastor, profissionais da mídia, membros do Ministério Público, pessoas comuns e os que subscreveram o “abaixo-assinado”. Nomearemos todos aqui, respeitosamente, pelo termo “cidadãos”, pois, sabendo da importância de cada ação, buscamos evitar a personificação de tão grandiosas conquistas, consequência do trabalho coletivo.

Esperamos agora ver acontecer, com a mesma força e sem precisar aguardar tanto tempo:

  • As obras do projeto Rios da Serra (INEA), que trarão a pavimentação da Rua Alexandre Bachini e a construção de áreas de lazer e esporte no bairro;
  • A resolução do problema das unidades escolares municipais, as quais, desde a tragédia, encontram-se funcionando em estado provisório e precário;
  • Instalação de redutores de velocidade na Avenida Antônio Mário de Azevedo, via de alto risco de acidentes com intenso tráfego de autos e transeuntes;
  • Resolução da situação das casas em áreas de risco, cujos proprietários esperam ser justamente indenizados ou assistirem à realização de obras que lhes deem segurança;
  • Propostas de zoneamento urbano contempladas na revisão do Plano Diretor Participativo;
  • E definição das condições para licenciamento do projeto do Centro Cultural/Sede da Associação, para que possamos dar continuidade à construção da obra cujo recurso, doado pelos irmãos suíços, está disponível desde 2011, aguardando licenciamento para que possa ser utilizado.

Temos muito para agradecer e nos orgulhar, mas muito ainda para conquistar. É por isso que nossa Associação de Moradores se mantém firme na disposição de trabalhar permanentemente, cultivando o diálogo e a paz, na busca por melhores condições de vida e bem-estar de sua comunidade, assim como proporcionar um espaço de desenvolvimento pessoal de seus membros e, consequentemente, um lugar de desenvolvimento social.


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Não queremos uma cidade maior, mas, melhor!

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A tragédia socioambiental que atingiu a Região Serrana mudou a realidade dos municípios atingidos por deslizamentos de encostas e enchentes e também o comportamento da população e das autoridades. Agora, mais do que nunca, a população deve estar atenta ao direito de participar do planejamento de sua cidade, e os governantes devem assumir o real compromisso com a segurança e prevenção da população, podendo até serem punidos criminalmente se não houver intervenções para conter riscos de desastres em situações de eventos climáticos extremos.

Devido à catástrofe de janeiro de 2011, foi criada a Lei Federal 12608, batizada como Nova Lei de Defesa Civil, que alterou o Estatuto das Cidades. Um dos seus artigos prevê que os municípios com áreas de risco —821 no país sendo Nova Friburgo o primeiro da lista — revejam seus planos diretores, direcionando ações efetivas para o combate às enchentes e novos escorregamentos de encostas.

Nova Friburgo já está realizando a revisão de seu Plano Diretor Participativo, promovendo audiências públicas em diversos bairros. Com os temas “Identificando os problemas” e “Elaborando Propostas”, as comunidades têm a oportunidade de expor, nas audiências, seus problemas e propostas em prol da melhoria das condições de vida.

O Plano Diretor é uma Lei municipal que estabelece diretrizes para a ocupação da cidade; ele deve identificar e analisar as características físicas, atividades predominantes, vocações, os problemas e as potencialidades da cidade; é um instrumento legal, que visa à democratização da moradia digna e à previsão de infraestrutura – transporte, mobilidade e oferta de emprego, por exemplo -, que pode reduzir as desigualdades e trazer oportunidades para dinamizar a economia local.

Com isso, o bairro de Córrego D´antas, através de sua Associação de Moradores e em parceria com o Laboratório de Geo-Hidroecologia da UFRJ, NUPDEC e membros da Unidade de Proteção Comunitária local, produziu um documento que inclui, além dos problemas e propostas para as demandas sociais, alternativas para orientação e controle da ocupação do solo.

Confira:

Propostas efetivas para o Plano Diretor

Problemas e propostas para as demandas sociais

Indicadores geográficos e atual inclusão no Plano Diretor

Atual Plano Diretor de Nova Friburgo

Para mais informações sobre a revisão do Plano Diretor de Nova Friburgo, clique aqui.

Não queremos uma cidade maior, mas, melhor! 

Se este ideal combina com você, ajude a torná-lo realidade.

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Vitória de nossa comunidade: foi fechada a Creamor

Informe Público

A Associação de Moradores do Bairro Córrego d´Antas vem comunicar aos friburguenses que sua comunidade voltou a respirar com alívio, pois a incineradora de resíduos infectantes Creamor fechou suas portas. Ela não faz mais parte da vida friburguense com suas chaminés expelindo fumaça altamente nociva à saúde e caminhões lotados de resíduos infectantes que circulavam pela cidade.

A desativação da empresa finalmente se deu no período de carnaval, após três anos de luta de nossa associação de moradores. Nosso empenho não se restringiu às reclamações da comunidade. Entre outras iniciativas, nós nos mobilizamos para (1) obter um estudo sobre o tipo de poluição gerado na queima dos resíduos infectantes e sobre a Resolução nº 316/2002 do Conselho Nacional de Ambiente – CONAMA, que regulamenta o processo da incineração e seus limites de emissão de poluentes, (2) organizar nossa comunidade em suas reivindicações, (3) sensibilizar a sociedade friburguense com a divulgação de informações pertinentes sobre a questão, (4) emitir dezenas de ofícios pedindo providências a órgãos públicos das esferas municipal, estadual e federal, (5) dar transparência ao processo de licenciamento da empresa e (6) fazer muitas e exaustivas reuniões com agentes de setores públicos para resolver o problema.

O grupo gestor da associação de moradores reconhece a importância histórica dessa conquista, o fechamento da empresa, e convida a sociedade friburguense a pensar sobre os ganhos resultantes desse fato. Toda a luta para o fim dessa atividade em nossa região nos deixa grande aprendizado. Está garantida uma melhor qualidade de vida e de saúde para a fauna, a flora e nossos filhos e netos. Fica claro o grande poder de defesa dos direitos da sociedade quando há organização popular e solidariedade entre as pessoas, principalmente de pessoas sensíveis aos problemas do município. Renova-se para a sociedade friburguense e seus gestores públicos a importância de sempre estarmos atentos e avaliarmos com seriedade e antecedência os efeitos sócio-ambientais que diferentes empreendimentos, públicos ou privados, podem ter em nosso município. Para tanto, não podemos abrir mão do estudo de impacto ambiental – EIA-RIMA com participação popular, como prevê este instrumento legal. Em termos administrativos, revela-se também a necessidade de se elaborar estratégias adequadas e de se fazer uma revisão do Plano Diretor para atração de indústrias compatíveis com a realidade sócio-ambiental de Nova Friburgo, considerando-se, por exemplo, a topografia, o potencial turístico e as características do povo friburguense.

Manifestamos nossa gratidão por esta conquista à mobilização de moradores e amigos de Córrego d´Antas, à OAB de Nova Friburgo, ao IBAMA de Nova Friburgo, aos agentes e órgãos da mídia local e regional e a todos os cidadãos que, sabedores dos malefícios das atividades de incineração de resíduos infectantes (fato levado ao conhecimento público exaustivamente desde 2010: http://www.avozdaserra.com.br/noticias.php?noticia=9528), de alguma maneira demonstraram solidariedade à nossa comunidade, direta e gravemente atingida.

Esta é uma conquista popular de dimensão regional, cujos benefícios se estendem a toda Nova Friburgo e a cidades circunvizinhas.

Convidamos os leitores deste comunicado a conhecerem mais reportagens e informações sobre o tema acessando diferentes links do sítio internet www.corregodantas.org.

Outras matérias de jornal:
* http://www.avozdaserra.com.br/noticia/22939/luta-contra-crematorio-tem-final-feliz-para-moradores-de-corrego-dantas
http://www.avozdaserra.com.br/coluna.php?colunista=41#.USjLkfeELxg.email


CREAMOR, UM CASO ACIMA DE QUALQUER LEI!

(Carta publicada no jornal A Voz da Serra em 25/01/2013. Ver em: http://www.avozdaserra.com.br/colunas/19/9615/leitores-25-01-2013)

A Associação dos Moradores de Córrego d’Antas vem a público confirmar o que Sr. Jorge Plácido Ornelas de Souza previu, em sua carta aos leitores de 10-12/11/2012, com o título “CREAMOR : Não será surpresa se esta empresa, que presta serviços relevantes, não encerrar suas atividades em dezembro”. Dito e feito, a previsão se concretizou.

Mais 50 dias de tolerância, conforme matéria da Voz da Serra publicada em 15 de janeiro de 2013, para esta empresa altamente poluidora continuar a operar com licença ambiental vencida desde 29 de março 2012, com interdição do IBAMA suspensa por liminar em processo de Mandado de Segurança, interdição imediata do INEA em 10 de setembro em 2012 mas postergada para 23 de dezembro de 2012 e, agora, mais uma vez adiada para 11 de fevereiro 2013, sem nenhum respaldo legal.

As reclamações referentes a esta empresa já vêm de longa data, desde 18 de março de 2010, quando a empresa começou a operar com grandes volumes de lixo hospitalar infectante oriundo de todo o Estado.

Todos os órgãos, municipais, estaduais e federais, nas esferas administrativas e judiciais estão cientes de que a empresa é altamente poluidora colocando em risco a saúde e o meio ambiente do nosso Município, com um processo de licença ambiental totalmente irregular.

Até quando o INEA vai proteger esta empresa e postergar a data da interdição imediata por ela mesma impôs em setembro 2012? De setembro, fomos para o Natal. Do Natal para o Carnaval!

Para concluir, há uma pergunta que não quer calar: até quando a comunidade do Córrego d’Antas, assim como todos os munícipes de Nova Friburgo, vai ter de conviver com este desrespeito total à legislação das autoridades aplicadores da lei?

Associação dos Moradores do Bairro Córrego d’Antas


Carta alerta – FECHAMENTO do Creamor

Fechamento do Creamor dia 23/12 impreterivelmente

Em 25/04/2012, o IBAMA local, com respaldo do IBAMA de Brasília, foi o primeiro órgão a autuar e interditar o Creamor, Crematório de Animais Ltda. e incineradora de lixo hospitalar infectante oriundo de todo o estado. A interdição durou poucos dias, pois  foi cassada por uma liminar da empresa, deferida pela Justiça Federal.

Em 10/09/2012, o INEA indeferiu o requerimento de renovação de licença ambiental, vencida desde 29 de março de 2012 determinando a interdição imediata do referido estabelecimento e reconhecendo assim que o processo administrativo E-07/203.709/06, para obtenção da licença original, estava totalmente equivocado.

Em 08/11/2012, a Superintendente Margareth Nacif anunciou que a interdição imediata foi postergada para dia 23/12/2012, sem nenhum respaldo legal, pois interdição imediata deve ser imediata e não 100 depois. Como consta no dicionário Aurélio, a palavra imediata significa instantânea, no mesmo momento. Apesar dessas aberrações, absurdidades, a comunidade do Córrego d’Antas preferiu aguardar a data anunciada.

Enquanto isso, as fumaças negras, nauseabundas, saindo pela chaminé do Creamor continuam a infernizar os moradores do bairro: queima ininterrupta de lixo hospitalar infectante, sabe-se lá de onde, e em que condições, sem controle, tudo agravado pelo transporte desse lixo em caminhão próprio pelas estradas de nosso Estado, sem a empresa nunca ter tido qualquer licença obrigatória para tal transporte. Já imaginaram os riscos que tal transporte oferece em nossas estradas? Lixo hospitalar infectante espalhado pelo asfalto… Já se esqueceram do acidente ambiental, abafado em parte, com esse tipo de lixo no Cascatinha contaminando as águas da mata do local?

Diante desses abusos, frente aos quais nem autoridade federal, estadual ou municipal tem poderes para cumprir o fechamento definitivo decretado por eles próprios, fica a pergunta: quem são essas forças ocultas que detêm o poder de rasgar a legislação, em conivência com os aplicadores da lei?

23 de dezembro 2012, último prazo anunciado pelo INEA para o fechamento definitivo do Creamor (veja http://www.avozdaserra.com.br/noticia/21751/crematorio-em-corrego-dantas-ainda-preocupa-moradores).

Diante da aproximação dessa data, a Associação dos Moradores do Bairro Córrego d’Antas vem a público comunicar que não se responsabiliza pelas atitudes que a comunidade local, assim como todos os verdadeiros defensores do meio ambiente e da legalidade por ventura virão a tomar, caso essa data de fechamento venha a ser mais uma vez desrespeitada pelo próprio órgão que a estipulou.

Associação de Moradores do Bairro Córrego d’Antas
corregodantas.org
(22)9884-0889


Ainda temos esperança

A seguir uma pequena reflexão, suscitada a partir da nossa realidade e do texto de Emanuel Alencar (O Globo), em novo post em http://blogdaserra.com/2012/08/24/obras-do-inea-nao-avancam/

Muitos governantes insistem em andar fora dos trilhos, não fazendo o dever de casa, como, por exemplo, a realização de licitação para obras. Sempre procuram uma brecha para se justificarem… ora calamidade pública, ora urgência, com fatiamento injustificado de obras ou licitações viciadas. Enfim, resumindo, falta-lhes decência. É uma prática corriqueira que não cabe mais.

É bom que acordem, pois é o bem comum que está em jogo e não o interesse de uma meia dúzia.

Eles estão a serviço da população, que não pode ser ignorada –  população que tem o direito e o dever de participar na tomada de decisão que lhe diz respeito, principalmente em momentos graves como este que estamos vivendo após a tragédia de janeiro de 2011 na Região Serrana. É o seu habitat, as suas origens, o sentimento gregário, enfim, toda a vida da população que está em jogo.

Uma gestão que pretenda ser bem sucedida deve atuar com princípios de administração horizontal e não vertical, em especial nos momentos de dificuldade como estamos vivendo. Decisões tomadas entre quatro paredes tendem ao fracasso. É preciso que se coloque a mão na massa, o que, neste caso, implica em estar junto à população, com o espírito de bem servir e não se servir. Por maior que seja a competência técnica de uma equipe, de nada valerá o seu trabalho se o mesmo não for desenvolvido, desde o início, junto aos que forem atendidos. Agindo assim, as peculiaridades de cada situação serão ressaltadas e a população, a principal interessada, será um dos agentes centrais do processo, tornando-se parceira e participante. Os governantes, sem a perda das suas atribuições, perceber-se-ão mais como coordenadores de um trabalho bem sucedido e com menos tensão.

Temos esperança e sabemos que podemos viver melhor. Queremos contribuir.

Claudio Werneck
Ativo colaborador da nossa associação de moradores


Informe Público

Informe Público sobre a Assembléia Extraordinária da Associação de Moradores de Córrego d´Antas
 
No dia 12 de julho às 19:30 h, ocorreu em Córrego d´Antas a Assembléia Extraordinária da Associação de Moradores deste bairro.
Assinaram a lista de presença 140 pessoas, moradores e proprietários de imóveis no bairro. O único representante de órgão público presente foi o vereador Cláudio Damião.
O Grupo Gestor da Associação repassou à plenária, informações sobre o processo que envolve o IBAMA, INEA, Secretaria Municipal de Meio Ambiente e a incineradora de resíduos infectantes Creamor; informações sobre procedimentos de desapropriação em curso nas margens do Córrego d´Antas; e, informações sobre o anuncio da desapropriação de 147 imóveis dos loteamentos no entorno da Igreja Católica local.
Em seguida foi franqueada a palavra para todo o público presente.
Foram expostos relatos, questionamentos e propostas, com destaque amplo para a situação dos procedimentos de desapropriação das residências, em curso no bairro.
Foi ressaltada a situação de indefinição com relação as residências que se encontram na Rua Érico Hees, Travessa Oriente e trecho da Alexandre Bachini, onde moradores aguardam o desfecho (recebimento dos valores)  firmados em acordo com o Estado desde o ano passado, outros aguardam a presença do Estado para efetivar a avaliação, todos questionam o valor irrisório da indenização dos imóveis, oferecidos pelo Estado.
Nos imóveis presentes na faixa de exclusão delimitada pelo INEA, questiona-se a própria desocupação, por se tratar de área urbana consolidada por decreto estadual e de fato, além dos valores “irreais” das indenizações oferecidas pelo Estado, outro fato que provoca a indignação dos moradores é a abordagem com ameaça e intimidação por parte dos funcionários da empresa que presta serviço ao Estado para a desocupação da área.
Com relação aos previstos 147 imóveis que deverão ser removidos dos loteamentos abaixo da pedra, os moradores questionam a posição do Estado na decisão de retirar as moradias em detrimento da execução das obras de drenagem, remoção e contenção de pedras. Questionam ainda a destinação dos cerca de 17 milhões que foram inicialmente reservados para esta obra, que se encontra relacionada desde o ano passado entre as oito primeiras obras emergenciais a serem executadas na cidade.
Destacou-se também a existência de famílias que ainda não recebem o aluguel social e retornam para suas casas ditas em áreas de risco, além da falta de garantia dos beneficiados em relação ao recebimento do aluguel social até que se resolva a questão da habitação.
Também são inúmeras as reclamações em relação à mudança de endereço nas contas de luz emitidas pela Enegirsa, que agora chegam aos moradores de Córrego d´Antas com a destinação Campo de Coelho.
Foi chamada a atenção para o fato de a sirene do sistema de alerta da Defesa Civil não ser ouvida por moradores em alguns pontos do bairro.
Os moradores reclamam da dificuldade de se obter informações em relação aos seus inúmeros problemas junto aos órgãos do poder público. Não informam com clareza e encaminham o cidadão de um órgão a outro, sem que este tenha informações adequadas.
Embora não tenha sido tema específico da Assembléia, devemos relatar que não cessam as reclamações e indignação da comunidade pelo abandono total do bairro. O que se vê, além da preocupação do poder público com o rio e a estrada, é a ausência de obras de infra-estrutura como pavimentação, construção de pontes, galerias de águas pluviais, rede de esgoto, ausência de espaços de lazer, falta de manutenção e abandono da quadra esportiva, espaço improvisado e inadequado para as atividades da creche e escola municipal, poluição do ar e insegurança.
Em meio a tantos problemas, antigos e atuais, que a comunidade convive e que também demonstra a gigantesca dimensão da tragédia político-sócio-ambiental que se explicitou em nossa região desde o dia 12 de janeiro de 2011; diante das inúmeras indefinições, questionamentos e dúvidas da comunidade, que geram preocupação, insegurança e, por conseqüência, problemas de saúde e instabilidade emocional nas pessoas; e, diante da necessidade das cidadãs e cidadãos de serem respeitados em sua dignidade humana, a principal proposta da plenária é a realização de uma Audiência Pública no bairro e, enquanto as autoridades não vierem se manifestar frente às perguntas, críticas e necessidades dos moradores e empreendedores do bairro, a decisão votada por unanimidade pela plenária é que todos manterão a postura de reivindicar obras no bairro e manter resistência frente a desapropriação dos imóveis.

Associação de Moradores do Bairro de Córrego d´Antas


Nova Friburgo, lixeira de resíduos hospitalares infectantes do Rio de Janeiro

(Carta também publicada no jornal A Voz da Serra de 05/07/2012 – http://www.avozdaserra.com.br/colunas/19/8412/leitores-05-07-2012)

O lixo hospitalar de nossa cidade vai para a EBMA, que tem instalações adequadas para tratá-lo. Já os resíduos hospitalares de outros municípios vão para o crematório de pequenos animais e incineradora de lixo hospitalar, instalada entre a Avenida Antônio Mário de Azevedo, nº 3.308, estrada Nova Friburgo–Teresópolis, Córrego d’Antas, e à beira do córrego do referido bairro. Tem um nome bem sugestivo: Creamor. Esta empresa tem licença do Inea, pasmem, para cuspir uma fumaça negra, de cheiro nauseabundo em horários variáveis, mas principalmente à noite, quando todos gatos são pardos.

Diante de uma degradação ambiental visível, não vê quem não quer, o Ibama de Nova Friburgo, com respaldo da Constituição, multou e embargou este crematório/incinerador, que processa em seus fornos resíduos hospitalares e laboratoriais, medicamentos, restos de animais, etc., com um manejo inadequado, além de estar localizado em área de preservação permanente, APP e Parque Fluvial, situações que estariam pondo em risco o meio ambiente e as populações envolvidas, em total desrespeito às Resoluções do Conama, às leis e as normatizações extensas e exigentes tanto nos estudos quanto na fiscalização sobre incineradoras. As irregularidades vão desde o recebimento, estoque, disposição, manipulação, queima dos resíduos, emissões atmosféricas, disposição das cinzas e escórias, animais vagando por lá, etc… Toda operação de interdição foi documentada e passada nos boletins informativos da televisão.

A Creamor, mesmo sob embargo, não deixou um só dia de alimentar suas fornalhas, gerando inúmeras chamadas de reclamação ao Inea assim como ao Ibama. O pessoal do Inea nunca compareceu ao local para verificar as denúncias. Mas o Ibama, após uma intervenção dando maior credibilidade a este órgão, se retraiu agora, não atendendo mais aos apelos da comunidade deixando-a perplexa, descrente quanto à atuação das autoridades, parecendo todos órgãos ambientais coniventes com esta situação.

Pobre Nova Friburgo, cidade onde as leis são aplicadas ou não conforme os interesses das forças ocultas. Que preocupação as autoridades municipais e estaduais têm quando deixam uma empresa importar e processar toneladas e toneladas de lixo hospitalar infectante de fora, sem controle, de maneira irregular (as fotos, apresentadas neste site e outras, falam por si só)? Com certeza, elas não estão se preocupando com o meio ambiente nem tampouco com a saúde pública e muito menos com a comunidade local, mas sim com outros interesses.
Associação dos Moradores de Córrego d’Antas


Sobre a creche e demolições em Córrego d’Antas

(Comunicado também publicado no jornal A Voz da Serra de 05/06/2012 – http://www.avozdaserra.com.br/coluna.php?colunista=19)

A Associação dos Moradores de Córrego d’Antas vem a público esclarecer que há 20 anos é proprietária de um terreno recebido em doação do Sr. Sebastião Schottz, em 13 de março de 1992, registro geral L. 2, matrícula 14 547, ficha 1, título anterior L. 3-C, fls. 187 nº 3022, PMNF 17324.00295.000, com todas obrigações mantidas rigorosamente em dia, retificando portanto não se tratar de ocupação irregular em áreas protegidas pela legislação como o Inea vem declarando reiteradamente para justificar suas ações. Este terreno não tem rumo com o córrego, mas sim está de frente para a Rua Luiz Schottz, fundos para RJ-130, localizado em área urbana consolidada, conforme vários diplomas legais que assim a definem, entre eles o Decreto estadual nº 42.050/09, e as Resoluções Conama nº 302/2002 e nº 303/2002, pois a área atende a pelo menos dois dos seguintes critérios: 1. malha viária com canalização de águas pluviais; 2. rede de abastecimento de água e rede de esgoto; 3. distribuição de energia elétrica e iluminação pública; 4. recolhimento de resíduos sólidos urbanos; ônibus na porta com rua calçada. Além do mais a localização do terreno é declarada como Zona Especial de Interesse Social-ZEIS no Plano Diretor. Não há função ecológica da FMP/APP devido a inexistência de vegetação primária ou secundária definido pelo Decreto estadual nº 42.356/2010, em seu art. 4º, inciso I. A lei é feita pelo homem para o homem sem discriminação. Como o Creamor, incineradora de lixo hospitalar infectante, altamente poluidora pôde se instalar em 2007 em áreas protegidas pela legislação ambiental, a um metro do córrego, com aquiescência do Inea? Como o Canteiro Social constrói suas instalações em aterro na beira do córrego, ao lado da Frilog, enquanto que a comunidade recebe um cheque despejo? Por que a construção da creche, no início há mais de 30 metros da beira d’água, é discriminada? Dois pesos, duas medidas? As obras estão desfigurando o leito do córrego, mudando totalmente as referências do bairro. Quanto às enchentes, estas não são novidades nas cidades do mundo, todas construídas em torno de rios. O Rio Negro alcançou hoje, quarta-feira (16/5), o maior nível já registrado na história: 29,79 metros (m). A medição está 2 centímetros acima da verificada na cheia de 2009, até então considerada a mais intensa. Ao todo, 49 dos 62 municípios do Amazonas estão em situação de emergência. Pelo menos 75 mil famílias já foram atingidas pelas inundações em todo o estado. Já no Córrego d’Antas, a inundação de janeiro não alcançou os 4 metros no referido terreno destinado à creche conforme afirmado pela superintendente do Inea, e sim 2 metros, isto porque o córrego estava assoreado há anos e represado junto à ponte por árvores, galhos, entulhos, lixo, caso contrário a água não teria nem chegado à obra da creche. Nada diferente da enchente que atingiu os imóveis na praça de Conselheiro, como o Tio Dongo e todas construções da beira do Rio Bengalas. Pela legislação todos estariam na mesma situação do Córrego d’Antas. A preocupação ambiental é, sem sombra de dúvida, necessária e urgente. No entanto, é imperiosa a consideração do direito à moradia, sob pena de emprestar-se solução jurídica incorreta. A moradia, incluindo aí a creche, além de direito social expressamente previsto (art. 6º CF), é considerada necessidade vital básica (art. 7º CF). Muito fácil dizer que questão patrimonial não cabe ao órgão ambiental. Antes de ver o futuro, temos de ver o presente resolvendo através do princípio da razoabilidade a colisão entre o respeito à dignidade humana e o direito à moradia em face da proteção ambiental. As pessoas foram desalojadas, só com promessas de moradia, e veem o projeto federal Minha Casa, Minha Vida como “Minha Casa, Minha Dívida”, o “cheque despejo” oferecido não proporciona condições de moradia digna para a população removida e reproduz a exclusão e a degradação ambiental mais adiante. Para que então tanto investimento em monitoramento hidrológico e pluviométrico, assim como em cirenes para tomadas de medidas preventivas em locais onde podem ocorrer alagamentos se todas as casas, sobrados, prédios e galpões do bairro deverão ser demolidos, conforme decisão equivocada do Inea? A Associação dos Moradores acredita que as consequências das enchentes são apenas um pretexto para expulsar as famílias da região. Ela continua a defender que o Córrego d’Antas é o local onde a comunidade estabeleceu sua vida, suas relações de trabalho e de amizade, seu modo de ser e de viver, e que por isso ali todos devem permanecer. Falar de “competência com suas ações”, fica a dúvida já que todos estão em fase de aprendizado por nunca ninguém ter vivenciado tal catástrofe.
Diretoria da Associação dos Moradores de Córrego d’Antas


Saiu no jornal A Voz da Serra – continuam denúncias contra a incineradora instalada em Córrego d’Antas

“Você sabe para onde vai todo aquele lixo que se encontrava no caminhão que se acidentou em Cascatinha?”
Clique aqui e leia.

Denúncias e reclamações deste site estão disponíveis abaixo.

Outra matéria de A Voz da Serra pode ser vista clicando-se aqui.

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Um Ano Depois – Homenagem aos Heróis de Córrego d´Antas

Hoje, chegamos a exatamente um ano passado das graves ocorrências de janeiro de 2011 em toda a região serrana fluminense. Ao longo desse período, nossa associação de moradores empreendeu muitas ações para a recuperação de nosso bairro: auxiliando as pessoas de nossa localidade, dialogando com autoridades e empresários, fazendo reivindicações e, por vezes, até mesmo denúncias.

Mas precisamos fazer algo diferente para marcar positivamente a data de hoje.

Vamos agradecer e saudar calorosamente nossos heróis, aqueles que nos estenderam sua mão forte na pior calamidade que já vivemos. Vamos ungi-los com nosso reconhecimento e com nossos sentimentos mais nobres.

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Nas fotos (clicar para ampliar): um adolescente foi retirado vivo de uma avalanche de lama e recebe os primeiros atendimentos na entrada da enfermaria improvisada no bairro; moradores locais acompanham a chegada de sobreviventes na entrada da enfermaria.
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São pessoas fora do comum, civis ou não, que socorreram a nós e nossos vizinhos. Salvaram vidas, mataram nossa fome, olharam por nossos filhos, nos ampararam, resgataram os corpos dos nossos mortos. Ajudaram-nos a recobrar nossa dignidade, nossa força, nossa confiança em um futuro melhor.

Não foram poucos. Grande parte deles é do nosso próprio bairro ou cidade. Outros vieram de longe, carregados pelo dever do seu ofício ou pela vontade de ajudar. De toda forma, vieram plenos de um poderoso sentimento de solidariedade.

No texto que segue, fazemos uma homenagem a um desses heróis, mas tomando-o como representante dos demais a quem queremos que chegue nossa exaltação, inclusive àqueles cujos nomes não conhecemos ou cujos feitos não chegaram ao conhecimento público.

Honremos e reconheçamos o glorioso papel de todos eles!
A todos, nossos mais sinceros agradecimentos e votos de felicidades!

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Breve Relato de Heroísmo de um Bombeiro Friburguense

Buscando contribuir para o reconhecimento da liderança e da bravura de um bombeiro exemplar, fazemos aqui uma curta descrição de seus valiosos feitos em momentos de desespero e sofrimento em minha cidade natal, Nova Friburgo. O conhecimento dos fatos que aqui apresentaamos nos veio pelo nosso próprio testemunho ocular e pela obtenção de informações amplamente conhecidas no bairro de Córrego d’Antas, onde nós estávamos no dia dos trágicos acontecimentos aqui citados.

Na madrugada do dia 12 de janeiro de 2011, a região serrana do Estado do Rio de Janeiro e em especial o bairro Córrego d’Antas, na cidade de Nova Friburgo, foram assolados por um terrível desastre natural provocado por chuvas torrenciais de muitas horas. O bairro ficou arrasado em sua região central por uma grande inundação e em suas bordas por muitos deslizamentos de lama e rochas. Os meios de comunicação divulgaram amplamente as perdas ocorridas: muitos desabrigados, feridos e mortos; casas e sonhos perdidos.

O dia 12 amanheceu com o pânico e a sensação de impotência dominando quase todos na localidade. Algumas pessoas, no entanto, sabiam como agir e liderar outras em meio ao caos para assegurar o salvamento de muitas vidas e um pouco de reconforto para desabrigados. A principal delas foi o bombeiro Sandro Schottz. Morador do bairro, ele estava impedido de se juntar ao Corpo de Bombeiros por barreiras nas estradas e pelo blecaute das comunicações no município. Nas primeiras horas com luz do dia, já circulava pelas ruas para auxiliar no salvamento de pessoas. Vestiu sua camiseta vermelha da corporação para ser mais facilmente reconhecido como bombeiro.

Conhecendo as circunstâncias e tendo escolhido ações prioritárias a empreender, o soldado Schottz organizou diferentes iniciativas de salvamento com o apoio de moradores. Na casa da técnica em enfermagem Ariadne de Oliveira, coordenou rapidamente com ela a instalação de uma enfermaria para a prestação de primeiros socorros. Ali receberam atendimento várias pessoas gravemente feridas. Algumas delas sofriam com múltiplas fraturas e perdiam muito sangue. Precisaram ser removidas sem demora para um dos hospitais da cidade. O transporte dos mais gravemente feridos foi providenciado por ele e um grupo de outros bravos. Com a força do próprio corpo, tiveram que atravessar os feridos por muita lama e altas barreiras nas estradas.

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Na foto: o soldado Schottz e José Tratorista, um dos tantos bravos voluntários, conduzem uma moradora para a enfermaria depois de ela ter recebido os primeiros atendimentos e roupas limpas próximo ao local em que foi surpreendida por uma avalanche de lama e perdeu sua casa.
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Sandro Schottz fez ainda mais. Também coordenou a retirada de desabrigados e feridos de locais isolados pela inundação com um pequeno barco estabilizado por cordas. Auxiliou na retirada de sobreviventes de casas destroçadas e do meio do lamaçal e pedras dos deslizamentos. Estabeleceu com outras lideranças do bairro o uso das escolas primária e secundária como abrigos. Conduziu numerosos feridos para atendimento na enfermaria improvisada ou em locais mais apropriados. Também trabalhou com heróicos voluntários no recolhimento de cadáveres.

Nos dias e meses após a catástrofe, continuou a auxiliar os moradores da cidade em suas atividades como bombeiro. Também assumiu em Córrego d’Antas um papel definido antes mesmo dos graves acontecimentos de janeiro, mas reforçado por sua bravura e sua liderança: tornou-se presidente da associação local de moradores. Com sua postura conciliadora e de abertura ao diálogo, trabalhou com empenho na melhoria das condições de vida na comunidade. Liderou importantes esforços de negociação com empresas e o poder público, além de muitos mutirões de limpeza do bairro – sem deixar de pegar na enxada com os demais voluntários. Fotos e outros registros de seu papel como líder comunitário podem ser encontrados em www.corregodantas.org.

Damos fé da veracidade dos fatos aqui expostos, esperando que seja justamente reconhecido o grande valor do soldado Schottz, um importante expoente da garra friburguense e fluminense.

Diretoria da Associação de Moradores
(sem nosso homenageado, Sandro Schottz, que se afastou em novembro de 2011)


Córrego d’Antas não sai da TV!

Seria muito bom ver nosso bairro sendo atualmente retratado nos diferentes noticiários de TV no fim de 2011 e início de 2012 como um exemplo de bons trabalhos do poder público e de empreiteiras na sua recuperação após a tragédia provocada pelas chuvas em uma só madrugada em 12 de janeiro de 2011.

Sim, estamos falando de um grave problema ocorrido há um ano e sem solução adequada para nosso bairro e boa parte da cidade de Nova Friburgo!

Isso deixa estarrecidos todo o Brasil e muitas pessoas do exterior. Ainda mais devido às suspeitas de corrupção e ao descaso comprovado ligando empresas e o poder público em torno dos resultados da tragédia quando todos deveriam estar trabalhando em conjunto, a sociedade inclusive, com a melhor das intenções.

Veja nos links abaixo uma extensa lista de matérias da TV brasileira sobre nosso bairro e nossa cidade em momentos de aparente reprise dos problemas com as chuvas e os deslizamentos de encostas:
Na Band
Na Globo
Na Record 
No SBT

Feliz ano novo a todos!
Associação de Moradores do Bairro Córrego d’Antas

 


Carta Aberta

Diante da falta de informações claras vindas do Estado sobre o impedimento das atividades escolares no Colégio Estadual Etelvina Schottz, levamos ao conhecimento público mais um drama da comunidade de Córrego d´Antas, um dos bairros mais afetados pela tragédia provocada pelas chuvas de janeiro/2011 e que ainda vive sérias conseqüências desse episódio.

Os alunos e os professores foram transferidos para o CIEP Glauber Rocha, localizado no Jardim Ouro Preto, mesmo depois de ter seu prédio liberado por técnicos da Defesa Civil Municipal e do Departamento de Recursos Minerais (DRM). No entanto, as atividades escolares não podem ser retomadas em nosso bairro sob alegação feita pelo Estado da necessidade de realização de obras de manutenção do colégio. Porém, segundo constatação da própria coletividade escolar, a falta de tais obras não inviabiliza as atividades escolares.

A comunidade de Córrego d’Antas está certa de que estaria sendo muito melhor atendida com o funcionamento do Colégio Etelvina Schottz do que com o atual remanejamento das aulas para o CIEP Glauber Rocha, distante para os moradores do bairro. A situação dos professores, dirigentes, equipe de apoio e, principalmente, dos alunos é dramática conforme descrição abaixo sobre o espaço e as atividades voltadas às atividades escolares de Córrego d’Antas.

  1. A cozinha do CIEP é improvisada, sem condições adequadas de higiene. Não há refeitório e o espaço usado como tal também é improvisado e inadequado.
  2. O mobiliário das salas de aula é improvisado e não há mesa para o professor.
  3. É freqüente os alunos perderem dias de aula por terem que se adaptar à programação e às atividades do CIEP e o espaço utilizado por eles é cedido a outros alunos.
  4. A distância percorrida pelos alunos até chegarem ao CIEP Glauber Rocha é de aproximadamente12 km., sendo necessário irem até o centro da cidade para embarcarem em outro ônibus que os leva ao local de estudo. O tempo do percurso é de aproximadamente 50 min., sem considerar o tempo de espera no ponto de ônibus. Pior: esse tempo pode se alongar ainda mais nos horários de engarrafamento.
  5. É grande a angústia e abatimento de alunos e professores. O rendimento escolar dos alunos vem caindo consideravelmente com o drama que vivem.
  6. A falta de informação e de solução adequada para o problema deixa toda a comunidade de Córrego d´Antas perplexa, com o sentimento de descaso e desamparo, o que agrava ainda mais o trauma e a sensação de insegurança originados pelos efeitos da tragédia de janeiro.

Para quem quiser ver com seus próprios olhos os problemas das escolas citadas, o Colégio Estadual Etelvina Schottz está localizado próximo ao km. 3,5 da rodovia Friburgo-Teresópolis, a RJ 130 em Córrego d´Antas, CEP 28.630-310 e o CIEP Glauber Rocha localiza-se à Avenida Governador Roberto Silveira, 1800 – Jardim Ouro Preto, Nova Friburgo – RJ, CEP 28635-000.

Associação de Moradores do Bairro Córrego d’Antas


Continuamos firme!

O movimento comunitário de Córrego d´Antas inova e muitas pessoas da sociedade friburguense o têm como uma ponta de esperança para possíveis transformações da maneira de se participar da vida política (não necessariamente partidária) da cidade.

Desde a tragédia do dia 12 de janeiro, um número expressivo de moradores do bairro de Córrego d´Antas vem se mobilizando, comparecendo a reuniões e respaldando um grupo de novas lideranças comunitárias que dedica voluntariamente parte de seu tempo livre para se reunir, organizar e dar encaminhamento às inúmeras demandas do bairro. Esse grupo de diretores e colaboradores diretos está adquirindo a confiança da comunidade com seu trabalho sério e abnegado.

Próximos de completar oito meses após a grande tragédia que se abateu sobre nossa cidade, os participantes da Associação de Moradores de Córrego d´Antas podem olhar pra trás e ver o quanto fizeram pela reconstrução. Podem sentar ao redor de qualquer mesa, com qualquer friburguense, em qualquer esfera de poder e apresentar um extenso relatório de ações realizadas que vão de limpeza de ruas e casas à promoção de festa para as crianças do bairro; vão de recebimento e entrega de donativos a incontáveis horas de presença ativa em reuniões diversas. Quanto mais a Associação trabalha, mais atrai trabalho.

Pela necessidade, estamos aprendendo a reconstruir reconstruindo. Quanto à gestão da diretoria da Associação, podemos utilizar uma analogia para dizer que estamos ajustando e aperfeiçoando sempre o nosso automóvel em movimento (a Associação em trabalho contínuo), sem poder estacioná-lo.

Assim, aprendemos muito, descobrimos muitas coisas interessantes. Descobrimos o quanto há de pessoas organizadas ou sozinhas que estão envolvidas de alguma maneira em diversas atividades a fim de transformar o planeta ou a rua onde moram em um lugar melhor para todos viverem. Descobrimos que o amor está presente em todos os lugares, até nos meios mais improváveis. E também passamos a conhecer sombras da nossa sociedade tão cheia de luz. Começamos a entender um pouco mais sobre clientelismo político, assistencialismo, fisiologismo, burocracia, corporativismo, desmobilização, intimidação…

Um dos desafios que se impõem agora a todos os que influenciam ou trabalham no processo de recuperação de Nova Friburgo é percebermos o quanto somos corresponsáveis pela luz e pela sombra de nossa sociedade, o quanto habitam em nós estas luzes e sombras. Temos que aprender a identificar onde há sombra para que lá a sociedade leve luz, mesmo que isso possa parecer uma ameaça para alguns ou para muitos.

Precisamos cultivar o que há de bom em nós para não perdermos nossa luminosidade.

Continuemos trabalhando! O Colégio Estadual Etelvina Schottz já voltará a funcionar. Para tanto, superamos os problemas técnicos e agora venceremos os desafios burocráticos. Vamos continuar solicitando que casas populares sejam construídas em nosso bairro, pois há terreno para isso. Vamos reivindicar a dragagem do rio com projeto específico de melhoria, pois até agora só foi feita uma limpeza e houve alteração questionável do curso do rio em alguns pontos. Vamos continuar pedindo espaço de participação da comunidade na elaboração dos projetos de reconstrução do bairro. Vamos continuar solicitando a articulação e o entendimento entre os órgãos das administrações municipais e estaduais em prol da reconstrução da região. Vamos continuar reivindicando obras de drenagem, galerias de águas pluviais e pavimentação de vias. Continuemos trabalhando junto às autoridades pelo restabelecimento da iluminação pública. Não paremos de exigir a paralisação das atividades altamente insalubres da incineradora instalada em nosso bairro.


Avanços quanto ao grave problema da incineradora em nosso bairro

Sábado, dia 30 de julho, o jornal O Globo publicou uma curta mas importante matéria tratando de um problema de nosso bairro. Intitulada “Cheiro de descaso no ar”, ela destaca os riscos provocados pela incineradora em Córrego d’Antas e a possibilidade de que seja finalmente fechada essa empresa, que gera tantas preocupações para nossa comunidade.

Como diz a matéria, “Segundo o Inea, a Creamor foi notificada e multada diversas vezes no último ano. Assessores informam que está sendo estudada a possibilidade de a incineradora ser fechada, já que, nas últimas visitas da fiscalização, as exigências não haviam sido cumpridas. ” O fato grave da empresa não respeitar as exigências do Inea coloca ainda mais em evidência que ela realmente provoca riscos para a saúde da população do bairro. 

As constantes reclamações dos moradores locais e as reivindicações defendidas por sua associação de moradores tem sido importantes para avançarmos rumo à solução desse grande problema.

Para acessar a matéria na íntegra, clique aqui:
http://oglobo.globo.com/rio/bairros/default.asp?a=355 .

Clique para abrir outros textos deste site, com ou sem fotos, que se referem à incineradora:
* https://corregodantas.org/2011/06/07/denunciamos-uma-vez-mais/
* https://corregodantas.org/2011/05/19/pequenas-conquistas-e-grandes-problemas/
* https://corregodantas.org/2011/04/30/a-tragedia-continua-no-fim-de-abril/


Sistema Nacional de Alerta e Prevenção de Desastres Naturais

A Europa havia acabado de entrar no verão de 1940 quando a Força Aérea Alemã iniciou uma gigantesca campanha de bombardeios a alvos civis britânicos, durante a II Guerra Mundial. As autoridades inglesas padronizaram então um conjunto de procedimentos para diminuir o número de mortes. O plano, que ficou conhecido como Defesa Passiva, se aplicava basicamente em três frentes: prevenção, alarme e socorro. Nascia assim o conceito moderno de defesa civil, até hoje usado como modelo para prevenção de catástrofes por vários governos em todo o mundo.

No Brasil, a Defesa Civil realiza seus trabalhos em quatro fases: socorro, assistência, reconstrução e prevenção.

Assistimos nos dias que se seguiram à tragédia de Nova Friburgo, do dia 12 de janeiro de 2011, grande empenho da Defesa Civil nos trabalhos de socorro. Vimos também a atuação do Corpo de Bombeiro Militar, ligado à Secretaria Estadual de Defesa Civil, e da equipe da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil, todos bravamente realizando ações de socorro e resgate de vítimas.

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Acima: caminhão do Corpo de Bombeiro Militar passa em Córrego d’Antas na primeira semana do desastre para prestar socorro à população afetada. Na foto, ele segue na direção de Campo do Coelho, passando ao lado de destroços e em frente ao aterro sanitário da EBMA.
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As ações de assistência consistem em abrigar os sobreviventes e oferecer a eles o suporte básico para a vida, que inclui comida, remédio, água, roupas, etc.

Em seguida e concomitantemente, iniciam-se os procedimentos direcionados à reconstrução. Em nosso caso, teve início a avaliação das áreas de risco e das condições de habitação das casas na região da tragédia. Esse procedimento é somente  o primeiro passo de muitos outros que ainda devem ser empreendidos.

Para fechar o ciclo de ações, há os trabalhos de prevenção. Por exemplo,  temos os trabalhos preventivos desenvolvidos em Nova Friburgo a partir das indicações de risco obtidas no estudo da tragédia de 2007, quando morreram 11 pessoas no município.

Após a tragédia de janeiro, evidenciou-se a grande importância dos trabalhos de defesa civil. Importância vital para a população, principalmente no caso de municípios como Nova Friburgo, que deverão se adequar às novas condições metereológicas que se impõem com as mudanças climáticas mundiais e com sua situação topográfica acidentada, peculiar à região serrana e que despertou (e desperta) o desejo de morar de muitas pessoas que escolheram a aprazível e bela região para viver.

As pessoas que moram no município provavelmente não se mudarão de Nova Friburgo, assim como os japoneses não se mudaram do Japão ou os costarriquenhos não se mudaram de Costa Rica depois de graves catástrofes. Nesses países, há investimentos adequados para o sistema de prevenção. Na Costa Rica, tem sistema de alerta e distribuição coordenada de informação; o Japão, além disso, também faz treinamento anual para emergências.

Agora, imaginem desocupar todo o Alto de Olaria ou o bairro do Cordoeira… Sim, porque hoje sabemos que os critérios sobre áreas de risco em nossa região estão redimensionados e, para serem respeitados, implicariam na mudança de grande contingente populacional. Quem, algum dia, levantou a hipótese de que a Rua Cristina Ziede seria considerada área de alto risco, assim como a área atrás do Clube dos 50 ou o Hospital São Lucas?

Teve início a marcação de casas a serem demolidas na cidade. A aplicação de critérios de estimativa de risco (mesmo que ainda pouco conhecidos pela população) aponta muitas residências para ir ao chão, várias até com sua estrutura preservada, mas condenadas por sua localização em área de risco. No entanto, muitos moradores de Córrego d´Antas contestam os procedimentos de marcação, pois moram ali há décadas e, ao perceberem a cheia do rio, se refugiam em locais seguros. Podemos dizer que essa é uma ação preventiva espontânea dos moradores. Muitos deles agem assim, da mesma maneira como agem os moradores de Olaria que estão às margens do Rio Cônego, os moradores do centro, de Duas Pedras, Ouro Preto, Prado e Conselheiro Paulino, que se encontram há décadas habitando às margens do Rio Bengalas e convivendo com suas cheias cíclicas.

Sobre as casas construídas em locais íngremes e próximos às encostas no centro, na Vilage e em todos os bairros periféricos, seus moradores deverão contar, por direito, com um plano de alerta e treinamento específico para medir índices pluviométricos e executar plano de fuga rumo a áreas de segurança previamente mapeadas, entre outros procedimentos, alguns dos quais ensinados à população pelo o curso desenvolvido pelo Sexto Grupamento de Bombeiros Militar de Nova Friburgo.

Após o tsunami da Indonésia em 2005, o Brasil e outros 167 países assinaram um acordo em que se prevê que, até 2015, todos os governos deverão ter implantado sistemas de alerta para reduzir o risco de desastres naturais. Passados seis anos, o Brasil praticamente nada fez. Cinco dias após a tragédia que se abateu sobre a região serrana do Estado do Rio, a presidente Dilma anunciou o Sistema Nacional de Alerta e Prevenção de Desastres Naturais do País para ser finalizado até 2015.

Diante desse panorama, esperamos que as verbas federais destinadas à implantação do Sistema de Alerta e Prevenção cheguem aos projetos das Coordenadorias de Defesa Civil Municipais. Esperamos que os critérios técnicos para avaliação das casas a serem demolidas nas áreas afetadas pela tragédia considerem o  plano de emergência e evitem a demolição desnecessária de residências. Esperamos que se realizem as tão esperadas intervenções nas encostas do município, que sejam obedecidas as leis que orientam o uso e ocupação do solo e que os recursos garantam efetivamente habitação para os que perderam sua casa ou terão sua casa demolida.

Com o investimento de mais de R$ 1 bilhão na reforma do Maracanã, o Brasil busca se mostrar capaz de acolher a Copa do Mundo. Agora é a hora de mostrar porque nos achamos capazes de ocupar uma vaga no tão almejado Conselho de Segurança da ONU, entre outras coisas, demonstrando que sabemos cuidar de nossa segurança interna.

Que se invista em nossa Defesa Civil. Que se invista em nossos Corpos de Bombeiros. Que se invista em nossa segurança.

Nova Friburgo, junho de 2011
Associação de Moradores do Bairro Córrego d’Antas


Nosso mutirão de sábado não para de crescer

Mutirão de 28/05/2011

Os mutirões do bairro Córrego d’Antas realizados todos os sábados continuam crescendo, como se vê nas fotos abaixo. Já podemos até mesmo identificar nele equipes responsáveis por trabalhos distintos, como a preparação da alimentação (que pode ser uma feijoada, por exemplo), a realização de trabalhos que exigem força física e a execução de tarefas mais leves.

ACIMA: o grupo se alimenta para trabalhar com garra. Nota-se em primeiro plano o cuidado com a higiene das mãos antes do lanche.

ACIMA: aos poucos, a terra dura e seca, que era lama, é retirada do cômodo de uma casa.


ACIMA: a terra seca é colocada fora da casa.

ACIMA: as mulheres empenham-se na pintura com bom humor.

ACIMA: o grupo das pintoras e algumas das responsáveis pela alimentação dos participantes do mutirão sorriem para a foto em uma das pontes improvisadas no bairro. Nota-se a inscrição “SOS CÓRREGO D’ANTAS” na camisa branca da segunda delas.

Nesse mutirão de 28 de maio, demos início à limpeza das casas de Elinei (R. Luiz Schottz) para que possam ser reformadas, possibilitando a vinda de pessoas que desejam alugar casa e regressar ao bairro. Também fizemos o início da pintura da casa de Euzânia. Contamos com a generosa participação de integrantes do JOCUM. Estiveram também presentes duas equipes de reportagem para registrar o mutirão.


Denunciamos uma vez mais

As fotos abaixo dizem muito sobre o funcionamento maléfico da incineradora de resíduos hospitalares no bairro Córrego d’Antas em horários em que suas atividades chamam menos a atenção – o que não quer dizer que sejam menos prejudiciais para a saúde humana.

Vimos aqui reforçar nossa denúncia contra a instalação dessa empresa no seio do nosso bairro, de perímetro urbano e que concentra uma população considerável, contrariando a resolução do Conama (Conselho Nacional de Meio Ambiente) nº 316, de 29 de outubro de 2002, a respeito de procedimentos e critérios para o funcionamento de sistemas de tratamento térmico de resíduos. Leia o artigo 9º da resolução, entre outros, clicando aqui:
http://www.mma.gov.br/port/conama/res/res02/res31602.html .

O funcionamento da empresa no bairro também contraria advertências públicas e bem fundadas já feitas sobre os sérios riscos da incineração para a saúde humana. Clique aqui:
http://www.greenpeace.org.br/toxicos/pdf/sumario_exec_health.pdf .


Pequenas conquistas e grandes PROBLEMAS

Quem poderia imaginar, há cinco meses, que hoje os moradores de Córrego d´Antas estariam comemorando a chegada da linha de ônibus, da creche e da escola municipal ao bairro?

Quatro meses depois da catástrofe provocada pelas fortes chuvas de 12 de janeiro, estamos enfim conseguindo a realização de ações emergenciais. Cada serviço básico que reconquistamos é motivo de alegria no bairro. Somos gratos àqueles que dedicaram atenção e esforço para fazer valer as necessidades de Córrego d’Antas frente às dificuldades impostas pela burocracia e por interesses contrários àqueles de cunho público.

Mas nossa alegria pode mudar literalmente segundo a direção dos ventos, dependendo para onde eles levam o mau cheiro das carnes que apodrecem na fábrica de mortadela e a fumaça da maléfica incineradora instalada no bairro (CLIQUE AQUI e veja fotos). A tristeza volta com tudo quando vemos nossas crianças com feridas pelo corpo provocadas por picadas de insetos contaminados pela putrefação. Nossa alegria se turva com a fumaça química resultante da queima de lixo hospitalar oriundo até mesmo da capital do Estado, realizada diariamente pela incineradora, principalmente à noite para que o problema seja parcialmente mascarado.

É de espantar que o funcionamento dessa empresa poluidora ocorra com a permissão do INEA e da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, contrariando vários artigos da resolução do Conama (Conselho Nacional de Meio Ambiente) nº 316, de 29 de outubro de 2002, que dispõe sobre procedimentos e critérios para o funcionamento de sistemas de tratamento térmico de resíduos. Clique aqui http://www.mma.gov.br/port/conama/res/res02/res31602.html e leia o artigo 9º da resolução, entre outros.

Outro problema que nos afasta da tranquilidade e da qualidade de vida é a falta de obras de contenção nas encostas do bairro.

É notório o problema das pedras soltas no Sítio das Pedras, o loteamento à esquerda de quem chega ao bairro vindo do centro da cidade, abaixo de uma de nossas belas e imensas montanhas rochosas. Lá se encontram aproximadamente um terço das casas do bairro, o Colégio Estadual Etelvina Schottz (atualmente interditado), a igreja católica e algumas pequenas empresas. Em reunião dos moradores da comunidade, foi consenso que, dentre tantas outras necessidades, as obras de contenção para o Sítio das Pedras devem ser a maior prioridade das intervenções urgentes de engenharia reivindicadas junto ao poder público para o bairro. Contudo, até o momento, não obtivemos informações sobre qual ou quais obras emergenciais anunciadas para toda a cidade será ou serão realizadas em Córrego d´Antas. Muitos moradores ficam preocupados ao perceberem que as obras para o bairro Conselheiro Paulino, que inicialmente constavam entre as primeiras da lista de prioridade na cidade, não estão entre as sete obras para começo imediato anunciadas pelo poder público. Não se sabe o que pode ser levado a sério das notícias emitidas pelas autoridades!

As reconquistas das condições básicas de urbanidade e bem estar para o bairro estão apenas começando – mesmo depois de quatro meses da tragédia! Continuamos aguardando o restabelecimento da iluminação pública em diversas vias e dos serviços de internet em todo o bairro. Precisamos, com urgência, da limpeza da área da fábrica de mortadela. É necessária a revisão da permissão de funcionamento da incineradora.

Reivindicamos a transparência e a participação da comunidade nos estudos e elaboração dos projetos de recuperação do bairro e que seja dada prioridade à intervenção nas encostas. Reivindicamos também a dragagem do rio, a reconstrução de galerias de águas pluviais, a reabertura do Colégio Estadual Etelvina Schottz e a construção de casas para os moradores que perderam as suas residências.


A TRAGÉDIA CONTINUA NO FIM DE ABRIL!


Toneladas de Carne Apodrecem no Bairro
e Incineradora Provoca Graves Malefícios para a População

Abaixo: a fábrica de frios no período das maiores dificuldades do bairro, quando ela ainda estava cercada por muita lama. Mesmo depois da retirada de grande parte da lama, toneladas de carne continuaram a apodrecer no local.                                       

Uma das primeiras empresas de Córrego d´Antas foi o matadouro de bois e suínos instalado no núcleo do bairro. Com o crescimento da empresa e do bairro na década de 70, a atividade de abate de animais foi transferida para o município de Cantagalo e deu lugar à produção de embutidos como lingüiça, chouriço e mortadela.

No dia 11 de janeiro desse ano, foram descarregadas toneladas de carnes na referida empresa. Foram três carretas, segundo informações de populares.

A fábrica foi fortemente afetada pela catástrofe do dia 12. Toda a área ao redor da empresa foi tomada por um enorme acúmulo de sedimentos dos deslizamentos e da enxurrada. A fábrica de mortadela, como é conhecida, ficou isolada e com o sistema de refrigeração avariado. Resultado: toneladas de carne passaram a apodrecer no meio da comunidade; um mau cheiro indescritível toma conta do bairro; não sabemos a que tipo de riscos contaminantes estamos expostos.

O dono da fábrica alegou impossibilidade de acesso para a retirada da carniça. Depois de quase três meses, o poder executivo limpou a área. Alguns homens foram contratados para retirar a podridão do local, mas a falta de equipamentos adequados impossibilitou a finalização do trabalho, fato este que foi constatado por moradores que viram no local (hoje, dia 28 de abril) muita carne podre.

Para quem quiser conferir esta tragédia e mais outros graves problemas, sugerimos que venha ao nosso bairro a partir das 17:00 h, pois poderão notar o forte cheiro da putrefação misturado a dioxina e metais pesados gerados por uma maléfica queima diária e noturna de lixo hospitalar de uma incineradora instalada no bairro, curiosamente com a autorização do INEA e da Secretaria de Meio Ambiente. Ela realiza suas atividades próximo à área residencial de Córrego d´Antas.

Os sérios riscos provocados pela incineração para a saúde humana podem ser compreendidos pela leitura do texto disponível em (clique aí) http://www.greenpeace.org.br/toxicos/pdf/sumario_exec_health.pdf .

A irregularidade das duas situações, putrefação do estoque de carne e incineração maléfica, pode ser constatada ao se comparar as situações com o que diz o Art. 9º da RESOLUÇÃO Nº 316 do CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE – CONAMA no endereço (clique aí) http://www.mma.gov.br/port/conama/res/res02/res31602.html .

Os dois problemas são notórios. Além da comunidade, vários escalões dos poderes públicos já puderam sentir de perto o mau cheiro. Já pudemos ver muitas caretas dos que o sentem e se apressam em ir embora.

Infelizmente, nós, moradores, perdemos aos poucos nossa paciência e nossa saúde. Adoecemos ainda mais ao vermos, de maneira impotente, nossas crianças respirando este ar poluído, sem que o poder público, que se diz comprometido com a vida e a segurança das pessoas, tome as medidas definitivas para a resolução dos problemas.

Associação de Moradores de Córrego d´Antas


VEJA MAIS FOTOS E EXPLICAÇÕES

 ACIMA – Destaque em amarelo para a localização da incineradora e em vermelho para a fábrica de mortadela. Percebe-se que a foto é do período em que o córrego d’Antas parecia um rio e ainda estava fora do seu leito normal, com o bairro tomado pela enchente que durou cerca de três meses.

ACIMA – Destaque para a localização da fábrica de mortadela no centro do bairro.


Sérias dificuldades com escola, colégio e creche em Córrego d’Antas

O Colégio Estadual Etelvina Schottz, a Escola Municipal Adezir de Almeida Garcia e a Creche Maria Inez Andrade Bachini estão interditados em nosso bairro há mais de um mês. Os alunos precisam se deslocar para Campo do Coelho e Conselheiro Paulino, em média a 8 km de distância, para continuarem seus estudos, o que aumenta todos os riscos e o tempo de seu deslocamento. A creche foi desativada e muitas mães deixam seus empregos por não terem onde deixar seus filhos. A comunidade de Córrego d´Antas clama pela volta da escola, do colégio e da creche para o bairro, para próximo de suas casas, mas infelizmente nada ainda foi feito ou suficientemente esclarecido. Na reunião em que nós, integrantes da associação de moradores, participamos na Secretaria de Educação de Nova Friburgo na tarde dessa quarta-feira, dia 20 de abril, obtivemos algumas informações e um canal de diálogo foi confirmado e fortalecido para resolvermos aquilo que é de atribuição da prefeitura, ou seja, quanto à escola municipal e à creche. Contudo, na esfera estadual, continuamos sem um canal de diálogo adequado oferecido pelas autoridades para tratarmos do colégio estadual.

Precisamos de soluções e já estamos achando aos poucos a quem recorrer. Estamos fazendo nossas reivindicações e o devido acompanhamento para acelerar seu atendimento sempre que algum representante de órgão público a acolhe. 
Queremos opinar e ter nossas sugestões respeitadas, levadas seriamente em consideração, o que começa a ocorrer vagarosamente com o poder municipal, mas continua longe da realidade com o estado.

Temos que reduzir os riscos de grande deslocamento das crianças e adolescentes de nosso bairro e evitar que a falta de colégio, de escola e de creche seja “promovida” de temporária para permanente.



AINDA vivemos GRAVES EFEITOS da catástrofe climática em Córrego d’Antas e Nova Friburgo – RJ

O bairro de Córrego d’Antas é a síntese da tragédia e dos problemas que afetaram e continuam a enfrentar os bairros de Nova Friburgo – RJ com a ocorrência da catástrofe climática de 12 de janeiro de 2011.

Nós, participantes da Associação de Moradores do Bairro Córrego d’Antas, levamos aqui nossos problemas ao conhecimento público e desejamos que nossa comunidade se junte a toda a população friburguense e se organize em busca de soluções definitivas junto ao poder público.

As imagens e textos das demais páginas deste site apresentam vários dos problemas de nosso bairro e algumas de nossas reivindicações de solução.